... Chegamos quase 6h da manhã em Split. O primeiro contato foi de um homem velho com cara daqueles piratas de decoração que nos ofereceu acomodação. Nos assustamos com a abordagem e fomos para um café. Aqui café bar é só para bebidas mesmo. Ou seja, café da manhã só mais tarde. Ficamos meio sem saber o o que fazer. Chegamos a pensar em desistir de conhecer Split porque a vibe do lugar não parecia muito boa. A insistência das pessoas em oferecer acomodação nos deixou, também, muito preocupadas. Fomos andando e saindo do ambiente da rodoviária e encontramos a rua principal do Centro Histórico. Ah, para piorar, o centro de informação de turista estava fechado porque era domingo.
Sentamos num banco da praça principal e ficamos esperando começar o "horário comercial" para procurarmos por conta própria um lugar para ficar. O visual da praça e dos barcos e navios atracados era muito lindo. Me dei conta de que estava em frente ao mar Adriático! Uma cor azul-esverdeado, verde-azulado, sei lá, de fazer inveja ao Litoral Norte de São Paulo ou ao Nordeste. Ficar ali esperando com aquele visual não foi das piores coisas do mundo.
As construções da cidade são em pedras brancas e, com o sol, dá a impressão de que estamos na Grécia, embora eu nunca tenha estado lá. Conforme foi ficando mais tarde, foi aumentando o movimento na praça e resolvemos partir para a procura de um lugar. Logo na primeira esquina, encontramos um hotel (hotel mesmo), que não foi barato, mas simpatizamos muito com as pessoas e com o lugar e resolvemos ficar. Depois daquela noite horrorosa viajando no ônibus pinga-pinga, merecíamos um lugar confortável.
Depois de instaladas e prontas, saímos munidas de mapa e fomos conhecer o centro histórico de Split. É lindo. As "ruas" são pequenos espaços entre um casarão e outro e, de repente, desembocam em alguma praça. É um lugar cheio de loja, mas está tudo preservado. Depois vimos que a cidade é de 305! Algumas construções são realmente dessa data.
Split é a primeira parada no roteiro dos cruzeiros de verão da Europa e o Splendour of the Seas era o que estava atracado lá. A cidade estava cheia de turistas, muitos italianos, espanhóis e americanos. Pedimos informação para um casal e o cara era brasileiro e a mulher, americana. Eles estavam no cruzeiro comemorando dez anos de casados. Moram na Pensilvânia.
Outra coisa bem interessante que nós reparamos é a planta que decora uns vasos: oliveira. Sim, a Croácia faz o melhor azeite do mundo e por onde passamos tem um vaso ou uma oliveira plantada. Outra especialidade é a plantação de lavandas. Tem ramos plantados no jardim da praça principal e toda as barraquinha de "feirinha hippie" vendem sachês com as folhas e flores de lavanda. Uma delícia!
A chuva tomou o lugar do sol maravilhoso e, por isso, paramos para almoçar (no horário). Depois voltamos para o hotel e fomos descansar. Estávamos tão esgotadas da viagem que passear por Split cansadas era pedir para o programa ser uma porcaria. Não queríamos isso.
Quando acordamos, o sol já tinha voltado. A cidade ficou linda de novo. Andamos mais e fomos às compras. A Croácia é uma país em que as coisas são bem baratas. Comprei sachês de lavanda, "pashminas", souvenirs, enfim, engordamos a mala mais um pouco.
À noite, assistimos um pouco do jogo do Brasil no hotel (aliás, sermos do Brasil causou "a" sensação no hotel. Explico por que no próximo post) e fomos a 20 passos - é sério - pela vielas comer pizza. Eu aproveitei e experimentei o vinho da Croácia e achei muito bom. Não sei dizer o nome porque pedi taça.
Para segunda-feira, estamos planejando ir conhecer a Ilha de Solta (se fala xolta), que dizem ser maravilhosa. Mas o tempo precisa ajudar.
PS: A conexão onde estou agora é muito ruim. Assim que conseguir uma melhor, subirei as fotos.

show, to só acompanhando a aventura!
ResponderExcluirbeijo
Thalita,
ResponderExcluirNossa vc escreve de um jeito que parece que estamos aí com vcs vivendo a viagem.Maravilha!
Beijos
Cris