sábado, 12 de junho de 2010
fotos!
A dica de usar o Picasa deu certo eu consegui postar muitas fotos dos passeios que fiz até agora. Então, é só ir em www.picasaweb.google.com/thalita e babar à vontade.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Comentários e fotos
Olá, queridos.
Estou adorando ler os comentários. Me motivam a continuar escrevendo. A frequência de fazer isso é que acaba sendo complicado. Às vezes o dia é muito puxado e não dá para escrever e postar fotos. Prometo tentar.
Estou procurando outro jeito de mostrar mais fotos do que estas que vão junto com os posts, mas não estou tendo sucesso. O Flickr já chegou ao limite mensal de volume de fotos e o Facebook trava toda hora que eu tento subir algumas. Não sei se o Picasa é acessível para todos. Se alguém souber, me avise. Se souber de outros sites em que eu possa publicar as fotos - acabei de lembrar do Orkut, mas tem o problema da restrição...
Eu vou continuar tirando muitas fotos e tentar usar outros recursos. Se não der, vocês vão ter que ser pacientes e esperar eu voltar. Calma. Só falta um mês! Beijos
Estou adorando ler os comentários. Me motivam a continuar escrevendo. A frequência de fazer isso é que acaba sendo complicado. Às vezes o dia é muito puxado e não dá para escrever e postar fotos. Prometo tentar.
Estou procurando outro jeito de mostrar mais fotos do que estas que vão junto com os posts, mas não estou tendo sucesso. O Flickr já chegou ao limite mensal de volume de fotos e o Facebook trava toda hora que eu tento subir algumas. Não sei se o Picasa é acessível para todos. Se alguém souber, me avise. Se souber de outros sites em que eu possa publicar as fotos - acabei de lembrar do Orkut, mas tem o problema da restrição...
Eu vou continuar tirando muitas fotos e tentar usar outros recursos. Se não der, vocês vão ter que ser pacientes e esperar eu voltar. Calma. Só falta um mês! Beijos
Sobre quinta-feira
10.06.10 - Dia de me virar sozinha em Munique. Andei vendo os preços do trem até Roma, onde eu poderia passar esses dias até segunda-feira antes de ir para a Áustria. Mas as coisas não funcionam assim por aqui: decidiu e pronto. Antecedência aqui vale dinheiro. Para ir hoje à noite, sairia 132 euros. Tudo bem que os dias em Munique compensaram Nurembergue em questão de gasto, mas não achei uma boa ideia até pelo pouco tempo que teria para conhecer Roma. De qualquer maneira, o dia de hoje ainda é em Munique e eu tenho coisas bem legais programadas para fazer hoje: Allianz Arena, Olympiapark e Museu da BMW.
Consegui encontrar os irmãos brasileiros na Hauptbahnhof e fomos, então, para o Allianz Arena, o estádio do Bayern de Munique. É simplesmente lindo e muito, muito grande. Infelizmente a visita estava fechada, pelo menos do que deu para ver. Mas só de chegar ali na frente e ver o estádio e o tamanho dele já valeu. Fizemos muitas fotos.
De lá, fomos para um parque que tem uma Torre Chinesa.Fica ao lado do English Garden, mas este não chegamos a visitar. Fica dentro do English Garden e, por isso, visitamos. EU SOU MUITO DESLIGADA!!!! As pessoas deitavam à beira do lago e tomavam sol e várias, várias (ninguém trabalha na Alemanha?) estavam no parque ao redor da torre almoçando e tomando cerveja, canecos gigantescos de cerveja. Peguei a versão de 500ml para mim e parecia que a cerveja tinha um toque de limonada. Ficou muito bom. O calor de 32 graus ajudou muita a cerveja descer suave. Fiz também minha segunda refeição que não envolveu pão nem sanduíche. Mas MEIO frango. Sim! Meio frango e muitas batatas fritas cortadas no modo grosso. Foi uma refeição bem boa se comparada as outras de sanduíche, sanduíche e sanduíche.
Saímos do parque rumo ao Museu da BMW. Que coisa maravilhosa! Sabe aquela tosqueirice do Salão do Automóvel quem as BM´s ficam isoladas em vidros ou com cercas para ninguém chegar perto? Então, aqui não tem nada disso. A gente pode entrar nos carros, tirar foto, mexer, e ninguém fala nada. Essa parte era antessala do museu. Só ali devia ter uns 20 carros e uma moto, que era a da polícia, a polizei. Fomos atrás dos ingressos para o museu vimos só a parte com o carros. Dava para visitar outras coisas, mas quisemos ver só os carros, por causa do horário.
A primeira coisa que aparece são umas bolas prateadas presas em um fio quase invisível que sobem e descem e fazem o design do carro. É muito bonito. Tem também os motores que ele fabricam de carros, inclusive de avião e avião anfíbio, e motos. Numa parte, eles colocaram uns cinco motores e fones de ouvido. Dava para ouvir o motor que estava em frente. Foi muito interessante esta parte porque é nítida a evolução das máquinas. A última era de 2002. Lembrei do meu pai e do meu tio aqui. Acho que eles gostariam muito de visitar esse museu. Quem sabe um dia, né?
Saímos do Museu e fomos para o Olympiapark, mas o sol estava castigando demais. Chegou a queimar meus ombros. A volta foi curta, mas valeu visitar o parque. Os irmãos também estavam com tempo curto que o voo deles de volta para Londres era em algumas horas. Nos despedimos e eu voltei para casa desistindo de ir para Roma. Vou ficar aqui até domingo e depois sigo para Viena.
Consegui encontrar os irmãos brasileiros na Hauptbahnhof e fomos, então, para o Allianz Arena, o estádio do Bayern de Munique. É simplesmente lindo e muito, muito grande. Infelizmente a visita estava fechada, pelo menos do que deu para ver. Mas só de chegar ali na frente e ver o estádio e o tamanho dele já valeu. Fizemos muitas fotos.
De lá, fomos para um parque que tem uma Torre Chinesa.
Saímos do parque rumo ao Museu da BMW. Que coisa maravilhosa! Sabe aquela tosqueirice do Salão do Automóvel quem as BM´s ficam isoladas em vidros ou com cercas para ninguém chegar perto? Então, aqui não tem nada disso. A gente pode entrar nos carros, tirar foto, mexer, e ninguém fala nada. Essa parte era antessala do museu. Só ali devia ter uns 20 carros e uma moto, que era a da polícia, a polizei. Fomos atrás dos ingressos para o museu vimos só a parte com o carros. Dava para visitar outras coisas, mas quisemos ver só os carros, por causa do horário.
A primeira coisa que aparece são umas bolas prateadas presas em um fio quase invisível que sobem e descem e fazem o design do carro. É muito bonito. Tem também os motores que ele fabricam de carros, inclusive de avião e avião anfíbio, e motos. Numa parte, eles colocaram uns cinco motores e fones de ouvido. Dava para ouvir o motor que estava em frente. Foi muito interessante esta parte porque é nítida a evolução das máquinas. A última era de 2002. Lembrei do meu pai e do meu tio aqui. Acho que eles gostariam muito de visitar esse museu. Quem sabe um dia, né?
Saímos do Museu e fomos para o Olympiapark, mas o sol estava castigando demais. Chegou a queimar meus ombros. A volta foi curta, mas valeu visitar o parque. Os irmãos também estavam com tempo curto que o voo deles de volta para Londres era em algumas horas. Nos despedimos e eu voltei para casa desistindo de ir para Roma. Vou ficar aqui até domingo e depois sigo para Viena.
sobre quarta-feira
09.06.10 - Eu sabia que trazer vários Engoves não era exagero da minha parte. Santo remédio. Acordei nova. Como estamos um pouco cansadas, as meninas mais ainda porque não descansavam desde o festival em Nurembergue, deixamos para acordar um pouco mais tarde na quarta-feira. A programação de hoje é visitar o Castelo de Neuschwanstein, o mesmo que inspirou a construção do Castelo da Cinderela na Disney. Posso dizer, depois de hoje, que conheço os dois, hoho!
Bom, a primeira parada do dia é no Coffee Fellows, onde a gente toma café e sai em busca de um sanduíche ou pretzel com queijo ou manteiga para comer. O carinha do quiosque não se conforma que nós estamos passando férias na Alemanha em vez de estarmos no Brasil. Só pelas reclamações que leio sobre o frio que está fazendo aí, não fizemos escolhar melhor. Dias lindos e quentes. Hoje, mais um deles, em 29 graus.
O castelo é meio longe da cidade, aliás, nem fica em Munique. Pegamos dois trens e dois ônibus para chegar lá. Só essa mão de obra toda já deixou o castelo mais sem graça. Chegamos perto de 3h da tarde lá e, para animar, o castelo não tem um acesso fácil. Ainda tinha um morro para subir. E três opções: de charrete, de ônibus ou a pé. Adivinha qual escolhemos? A pé, claro! Gostamos de sofrer, hehe. Chegamos esbaforidas na entrada. Muitos, muitos turistas e de vários lugares: chineses (mau educados), japoneses, espanhóis, italianos, ingleses, brasileiros. Sim! além de nós, dois irmãos de São Paulo estavam lá: a Thaís e o Rafael. Ela mora em Londres e ele em São Paulo. Trocamos ideia e eles querem fazer o mesmo programa que eu amanhã: museu da BMW e Olympiapark. Trocamos telefones e skype e combinamos de ir juntos, já que as meninas vão amanhã cedo para a Áustria.
A visita ao castelo acontece por grupos divididos em horários com diferença de 5 minutos. Não entendi a lógica, já que chega na entrada e eles juntam todo mundo. E essa foi a parte chata da coisa. Muitas pessoas querendo ver o quarto do rei, a pia do rei, e simplesmente não tinha espaço. A parte "visitável" do castelo também é bem pequena. Em meia hora já estava tudo visto.
Esse rei Ludwig II era meio pirado. O sonho dele era morar num castelo com toques medievais e a tecnologia da época. Aí, o resultado é meio coisa de novo rico, sabe? Tem dinheiro para comprar as melhores coisas e não consegue se definir por um estilo, então mistura todos. Calma, eu só consigui falar isso porque o áudio em português explicou que muitas coisas não correspondiam à época dele. Mas é interessante ver a megalomania de uma pessoa que foi interdidata aos 40 anos como louco. Saiu do castelo e morreu no dia seguinte. Deve ter sido de desgosto. Uma parte que eu gostei, além da vista, claro, foi da cozinha do castelo, com as peças da época. Muito interessante. O fogão é do tamanho de uma mesa de jantar para oito pessoas. Ainda tinha uma espécie de grill e um forno. Numa sala a parte, ficava a área para lavar a louça. Tudo muito grande.
Os souvenirs eram uma graça, mas muito caros. Só comprei um cartão postal para mostrar a cara do rei, a cama dele - que é menor que a minha - e o castelo por fora.
A parte da volta para Munique é que foi meio complicada. Pelos informativos de horários, nosso trem sairia bem tarde, 22h19. Então descemos do primeiro trem "achando" que íamos esperar uma hora e vinte. Deu 15 minutos chegou outro trem e todo mundo que desceu com a gente embarcou nele. Claro, ele ia para Munique. Estávamos na plataforma errada e perdemos o trem. Acabamos pegando o das 22h19. Chegamos quase meia noite na casa do Guilherme e elas, doidas, cataram as coisas e foram para Hauptbahnhof pegar um trem para Áustria. Eu ainda não sei o que vou fazer.
Bom, a primeira parada do dia é no Coffee Fellows, onde a gente toma café e sai em busca de um sanduíche ou pretzel com queijo ou manteiga para comer. O carinha do quiosque não se conforma que nós estamos passando férias na Alemanha em vez de estarmos no Brasil. Só pelas reclamações que leio sobre o frio que está fazendo aí, não fizemos escolhar melhor. Dias lindos e quentes. Hoje, mais um deles, em 29 graus.
O castelo é meio longe da cidade, aliás, nem fica em Munique. Pegamos dois trens e dois ônibus para chegar lá. Só essa mão de obra toda já deixou o castelo mais sem graça. Chegamos perto de 3h da tarde lá e, para animar, o castelo não tem um acesso fácil. Ainda tinha um morro para subir. E três opções: de charrete, de ônibus ou a pé. Adivinha qual escolhemos? A pé, claro! Gostamos de sofrer, hehe. Chegamos esbaforidas na entrada. Muitos, muitos turistas e de vários lugares: chineses (mau educados), japoneses, espanhóis, italianos, ingleses, brasileiros. Sim! além de nós, dois irmãos de São Paulo estavam lá: a Thaís e o Rafael. Ela mora em Londres e ele em São Paulo. Trocamos ideia e eles querem fazer o mesmo programa que eu amanhã: museu da BMW e Olympiapark. Trocamos telefones e skype e combinamos de ir juntos, já que as meninas vão amanhã cedo para a Áustria.
A visita ao castelo acontece por grupos divididos em horários com diferença de 5 minutos. Não entendi a lógica, já que chega na entrada e eles juntam todo mundo. E essa foi a parte chata da coisa. Muitas pessoas querendo ver o quarto do rei, a pia do rei, e simplesmente não tinha espaço. A parte "visitável" do castelo também é bem pequena. Em meia hora já estava tudo visto.
Esse rei Ludwig II era meio pirado. O sonho dele era morar num castelo com toques medievais e a tecnologia da época. Aí, o resultado é meio coisa de novo rico, sabe? Tem dinheiro para comprar as melhores coisas e não consegue se definir por um estilo, então mistura todos. Calma, eu só consigui falar isso porque o áudio em português explicou que muitas coisas não correspondiam à época dele. Mas é interessante ver a megalomania de uma pessoa que foi interdidata aos 40 anos como louco. Saiu do castelo e morreu no dia seguinte. Deve ter sido de desgosto. Uma parte que eu gostei, além da vista, claro, foi da cozinha do castelo, com as peças da época. Muito interessante. O fogão é do tamanho de uma mesa de jantar para oito pessoas. Ainda tinha uma espécie de grill e um forno. Numa sala a parte, ficava a área para lavar a louça. Tudo muito grande.
Os souvenirs eram uma graça, mas muito caros. Só comprei um cartão postal para mostrar a cara do rei, a cama dele - que é menor que a minha - e o castelo por fora.
A parte da volta para Munique é que foi meio complicada. Pelos informativos de horários, nosso trem sairia bem tarde, 22h19. Então descemos do primeiro trem "achando" que íamos esperar uma hora e vinte. Deu 15 minutos chegou outro trem e todo mundo que desceu com a gente embarcou nele. Claro, ele ia para Munique. Estávamos na plataforma errada e perdemos o trem. Acabamos pegando o das 22h19. Chegamos quase meia noite na casa do Guilherme e elas, doidas, cataram as coisas e foram para Hauptbahnhof pegar um trem para Áustria. Eu ainda não sei o que vou fazer.
sobre terça-feira
08.06.10 - Eu sei, eu sei. Não atualizei mais, né? Os dias têm sido uma correria louca aqui. Vou precisar de férias das férias ser continuar neste ritmo.
A última informação que passei é de que eu estava chegando em Munique, certo? Na terça, fomos fazer o programa mais pesado de toda a viagem: visita ao Campo de Concentração de Dachau. O lugar é lindo, o ambiente, péssimo, sacaram? A quantidade de absurdos e crueldade que aconteceu lá é inimaginável até pisar nas celas, nas celas especiais, ver o "paredão" e as marcas de bala que insistem em aparecer mesmo depois de várias camadas de cimento. Sem dúvida, a pior parte é a do crematório. Disfaçado de ambiente tranquilo, como se fosse um retiro, o crematório coloca o terror frente a frente com quem o visita. Começa com uma sala de desinfecção, com canos no teto para jogar água. A sala seguinte era a de "espera", onde, nas palavras da placa "as vítimas ficavam sabendo que iam tomar banho". A sala seguinte era onde eles se despiam e a próxima, o "chuveiro", ou seja, a própria câmara de gás. Um guia de outro grupo explicou que eles levavam até 20 minutos para morrer dentro da câmara. A sala depois do câmara era onde eles eram depilados, cabelo raspado e dentes de outro arrancados. A sala seguinte era a do cremátório, com fornos em que até quatro corpos eram colocados para virar cinzas. Muito, muito triste.
Os tipos de morte eram vários também. A exposição que fica no salão em frente as celas conta sobre os experimentos de medicina, como a ingestão de água do mar, para saber a capacidade de resistência no caso de ficar perdido no mar ou algo assim; a injeção de ar no cérebro, para testar a resistência em grandes altitudes e as de cirurgia mesmo, que muitas vezes deixavam pessoas sadias inválidas. Isso sem contar na infecção proposital por malária e tifo.
Anos depois, como o campo virou um memorial, foram instaladas três áreas religiosas: uma cristã, uma judaica e um convento carmelita, me parece, ao lado do campo. Tem também um com a inscrição em vários idiomas "never again".
Último detalhe é o das árvores imensas que foram um corredor onde eram os "pavilhões" onde os presos dormiam. Não conheço a espécie, mas, com o vento que batia no campo, elas soltavam uma semente que parecia pluma branca. Olhando o corredor ao longe, dava para ver várias voando, inclusive no rosto, mas era um voo tranquilo. Aquilo foi muito significante para mim, afinal, só naquele campo morreram 63 mil pessoas.
Para o resto do dia, fomos fazer coisas mais leves.

Na Marienplatz, tem um grupo de "free walking tour" que leva os turistas de graça para um tour a pé pelo centro de Munique. Chegamos exatamente na hora e seguimos com o grupo. A primeira explicação é sobre o nome da cidade. Tem a ver com os monges e com o desenvolvimento que aconteceu ao redor do monastério. Como monge em alemão é algo como "munch", a cidade ganhou o nome de "München", ou Munique. A cidade foi muito importante para o III Reich e uma das primeiras investidas contra o povo judeu foi na Noite dos Cristais, que aconteceu em Munique, tendo, inclusive, a ordem do ataque partido de uma das salas localizadas no Centro da cidade. A andança nos leva a igrejas, sendo que uma, diz a lenda, foi concluída pelo diabo. Ela não tem janelas. E tem um pé marcado na pedra logo na entrada que, dizem, é do capeta. Tem uma imagem do Papa Bento XVI em forma de placa em alto relevo. O guia comentou a cerveja que o papa bebe. Claro que depois fomos experimentar.
Outra coisa bem interessante é que Munique tem Oktoberfest. A cidade, que tem 1300 milhões de habitantes, chega a receber 6 milhões no total e, reparem, de bêbados! Porque todo mundo vem para chapar o côco mesmo. A festa começou quando um rei, há 200 anos, foi pedir sua mulher em casamento e falou queria dar uma grande festa no dia da cerimônia. Convidou tanta gente, mas tanta gente, que abriu as atividades do Oktoberfest. Este ano, parece que a festa vai ser ainda mais caprichada porque vai ser a 200ª edição.
O passeio acabou na praça, às 6h, mas ainda tínhamos mais coisas a fazer. Todos os dias, também, sai da Hauptbahnhof um grupo de walking tour, só que de cerveja! Claro que fizemos. Só que este tem que pagar 14 euros para fazer parte do grupo e ganhar umas cervejas de meio litro e uma dose de Jägermeister, acho que tipo um Steinhaeger. É um walking tour muito divertido. O problema é que não pode passar mal. Se vomitar na rua, tem que pagar 50 euros. Tremi de medo. Mesmo assim, fomos a várias cervejarias, experimentamos diversos tipos de cerveja e foi todo mundo dormir beeeeemz legauzz.
Os tipos de morte eram vários também. A exposição que fica no salão em frente as celas conta sobre os experimentos de medicina, como a ingestão de água do mar, para saber a capacidade de resistência no caso de ficar perdido no mar ou algo assim; a injeção de ar no cérebro, para testar a resistência em grandes altitudes e as de cirurgia mesmo, que muitas vezes deixavam pessoas sadias inválidas. Isso sem contar na infecção proposital por malária e tifo.
Anos depois, como o campo virou um memorial, foram instaladas três áreas religiosas: uma cristã, uma judaica e um convento carmelita, me parece, ao lado do campo. Tem também um com a inscrição em vários idiomas "never again".
Último detalhe é o das árvores imensas que foram um corredor onde eram os "pavilhões" onde os presos dormiam. Não conheço a espécie, mas, com o vento que batia no campo, elas soltavam uma semente que parecia pluma branca. Olhando o corredor ao longe, dava para ver várias voando, inclusive no rosto, mas era um voo tranquilo. Aquilo foi muito significante para mim, afinal, só naquele campo morreram 63 mil pessoas.
Outra coisa bem interessante é que Munique tem Oktoberfest. A cidade, que tem 1300 milhões de habitantes, chega a receber 6 milhões no total e, reparem, de bêbados! Porque todo mundo vem para chapar o côco mesmo. A festa começou quando um rei, há 200 anos, foi pedir sua mulher em casamento e falou queria dar uma grande festa no dia da cerimônia. Convidou tanta gente, mas tanta gente, que abriu as atividades do Oktoberfest. Este ano, parece que a festa vai ser ainda mais caprichada porque vai ser a 200ª edição.
O passeio acabou na praça, às 6h, mas ainda tínhamos mais coisas a fazer. Todos os dias, também, sai da Hauptbahnhof um grupo de walking tour, só que de cerveja! Claro que fizemos. Só que este tem que pagar 14 euros para fazer parte do grupo e ganhar umas cervejas de meio litro e uma dose de Jägermeister, acho que tipo um Steinhaeger. É um walking tour muito divertido. O problema é que não pode passar mal. Se vomitar na rua, tem que pagar 50 euros. Tremi de medo. Mesmo assim, fomos a várias cervejarias, experimentamos diversos tipos de cerveja e foi todo mundo dormir beeeeemz legauzz.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
sobre segunda-feira
07.06.10 - Ah! Último dia de Nurembergue! Não que eu esteja reclamando, mas esta é a típica cidade que se conhece em dois dias, NO MÁXIMO. Estourando mesmo. Imagina eu, então, que estive por quatro dias. Ah, não dava para conhecer nenhuma cidade por perto? Até dava, mas tínhamos os planos de nos encontrar, o que diminuia o tempo para fazer visitas mais longe. E também eu sou marinheira de primeira viagem, né? Tem que dar um desconto. Enfim, foi como deu pra ser e, se não for muito em breve, posso pensar em voltar a Nurembergue. Cidade agradável, povo educado. Um bom lugar para descansar e se divertir. Mas deu.
Fiz o meu check-out do hostel e pedi para guardar a minha mala enquanto dava um útimo rolê em Nurembergue - pra memorizar bem, né?hehe - Fui me encontrar com as meninas na Hauptbahnhof para me despedir da Rosie, que hoje voltou cedo para Munique para trabalhar. Ah! Como é bom estar de férias!!
As meninas foram fazer o city tour delas e em duas horas já tinham visto todas as 58737 igrejas e as 664759 fontes. As lojas também já estavam bem exploradas. Minha última extravagância foi a mala de pinguim. A foto está na câmera da Michele. É uma mala pequena de viagem que tem formato de um simpático pinguim. Eu PRECISAVA dessa mala. Ela é muito fofa e agora se juntou a mais aquele monte de tralha que eu tenho que carregar comigo.
Voltei ao hostel, dei um jeito de colocar o pinguim dentro da mala -desafiando as leis das física - fui encontrar as meninas para irmos para Munique. Pegamos o trem do tipo "pinga-pinga" e viajamos, confortavelmente, até Munique, em umas 2h30.
Chegamos perto de 8h30 e fomos para casa do nosso anfitrião, o Guilherme, um brasileiro amigo da Michele. Pelo menos hoje não vou gastar para me hospedar. Amanhã, a programação é ir ao Campo de Concentração de Dachau (se fala Darráu).
Deve ser um dia meio pesado. Mas depois vamos dar uma voltar para conhecer a cidade. Já descobri como fazer para chegar ao Museu da BMW e já fiquei sabendo que aqui também tem o museu de tecnologia, talvez o maior da Europa.
Fiz o meu check-out do hostel e pedi para guardar a minha mala enquanto dava um útimo rolê em Nurembergue - pra memorizar bem, né?hehe - Fui me encontrar com as meninas na Hauptbahnhof para me despedir da Rosie, que hoje voltou cedo para Munique para trabalhar. Ah! Como é bom estar de férias!!
As meninas foram fazer o city tour delas e em duas horas já tinham visto todas as 58737 igrejas e as 664759 fontes. As lojas também já estavam bem exploradas. Minha última extravagância foi a mala de pinguim. A foto está na câmera da Michele. É uma mala pequena de viagem que tem formato de um simpático pinguim. Eu PRECISAVA dessa mala. Ela é muito fofa e agora se juntou a mais aquele monte de tralha que eu tenho que carregar comigo.
Voltei ao hostel, dei um jeito de colocar o pinguim dentro da mala -desafiando as leis das física - fui encontrar as meninas para irmos para Munique. Pegamos o trem do tipo "pinga-pinga" e viajamos, confortavelmente, até Munique, em umas 2h30.
Chegamos perto de 8h30 e fomos para casa do nosso anfitrião, o Guilherme, um brasileiro amigo da Michele. Pelo menos hoje não vou gastar para me hospedar. Amanhã, a programação é ir ao Campo de Concentração de Dachau (se fala Darráu).
Deve ser um dia meio pesado. Mas depois vamos dar uma voltar para conhecer a cidade. Já descobri como fazer para chegar ao Museu da BMW e já fiquei sabendo que aqui também tem o museu de tecnologia, talvez o maior da Europa.
sobre domingo
Nuremberger, 06.06.10 - Que calor nesta cidade! É um calor seco. Toda hora paro em algum banheiro, ou pego a água da garrafa, jogo na mão e tento umidecer as narinas. A sorte é que a poluição aqui deve ser quase zero: tem muitas árvores e poucos carros circulando. Ônibus passam, mas bem poucos. Há muitas bicicletas. Queria ter alugado uma para dar rolê, não nem procurei onde fazia isso.
O dia começou meio preguiçoso. É domingo. Toda a agitação dos outros dias deu lugar a ruas quase desertas, poquíssimos estabelecimentos comerciais abertos: só bares, sorveterias - que estão lucrando horrores pela quantidade de gente tomando sorverte - e restaurantes. Outros comércios ficaram fechados. Parecia daqueles domingos de antigamente, muito antigamente, que não se tinha nada para fazer porque as lojas estavam todas fechadas. A vantagem de ser turista é esta: eu fui ao museu da história alemã, uma coisa assim. A Michele me falou que este é o estado - Bavária - mais católico que tem na Alemanha. Tá explicado o motivo de ter tanta igreja aqui em Nurembergue. E agora eu entendi de onde vem o Bayer de Munique. O museu também tinha muita coisa religiosa. Vários quadros com figuras do Nascimento e da Crucificação de Cristo, do Calvário, mas também tinha muitas peças do dia a dia das pessoas há uns 500 anos, facilmente. Gostei de uma parte que reuniu os diversos tipos de berços e das roupas, embora fosse bem fraca esta parte. Tinha arte barroca, instrumentos de farmácia, de fazer moeda, de astrologia. Muito legal. Pena que não pude tirar foto de anda. O lugar do museu foi um monastério e tome paredes com a grossura de um metro. Andei por duas horas e meia dentro do museu. Saí cansada.
As meninas ficaram pouco tempo comigo antes de eu entrar no museu. Nas andanças, fomos parar na "red zone", a famosa área dos puteiros. Tem alertas de que naquela região não pode tirar fotos e que crianças não podem ir lá. No horário que nós fomos, estava tudo respeitável, mas uns carinhas ficaram medindo a gente, como se fôssemos as funcionárias do mês.
Falar nisso, hoje um senhor veio falar comigo também enquanto eu andava de volta para o hostel. Começou a falar em alemão e eu falei que não entendia e aí ele perguntou de onde eu era: falei que era brasileira e ele começou a falar um monte de cidades de Santa Catarina: Friburgo, Blumenau, blá blá blá. Conhecia bem. Aí me chamou para tomar um café. Dispensei. Muito amigão pro meu gosto. E tudo bem.
Como passei muitas horas sem comer e poucos lugares estavam abertos, recorri ao McDonald´s para almoçar. Acho que não fiz uma boa escolha. Depois fiquei com uma espécie de cólica. Dei um tempo no hostel- até cochilei - e depois fui ver a tal festa aqui do lado, que já tem três dias que rola e eu não ainda não tinha descoberto como chegava lá. Parecia ser muito legal. Mas, para ser mais legal, tinha que comer, porque tinha várias barraquinhas (parecia ao como a Cidade Junina, mas sem as bandeiras e sem a música junina). Como comer estava fora de cogitação, só dei um rolêzinho para ver o tamanho da festa e encerrei as atividades.
Ah! Esqueci de comentar que na praça em frente a Lorenzkirche teve uma manifestação de muçulmanos que eu não consegui reconhecer pela bandeira de país era. Só tirei uma foto rapidinho e vazei.
O dia começou meio preguiçoso. É domingo. Toda a agitação dos outros dias deu lugar a ruas quase desertas, poquíssimos estabelecimentos comerciais abertos: só bares, sorveterias - que estão lucrando horrores pela quantidade de gente tomando sorverte - e restaurantes. Outros comércios ficaram fechados. Parecia daqueles domingos de antigamente, muito antigamente, que não se tinha nada para fazer porque as lojas estavam todas fechadas. A vantagem de ser turista é esta: eu fui ao museu da história alemã, uma coisa assim. A Michele me falou que este é o estado - Bavária - mais católico que tem na Alemanha. Tá explicado o motivo de ter tanta igreja aqui em Nurembergue. E agora eu entendi de onde vem o Bayer de Munique. O museu também tinha muita coisa religiosa. Vários quadros com figuras do Nascimento e da Crucificação de Cristo, do Calvário, mas também tinha muitas peças do dia a dia das pessoas há uns 500 anos, facilmente. Gostei de uma parte que reuniu os diversos tipos de berços e das roupas, embora fosse bem fraca esta parte. Tinha arte barroca, instrumentos de farmácia, de fazer moeda, de astrologia. Muito legal. Pena que não pude tirar foto de anda. O lugar do museu foi um monastério e tome paredes com a grossura de um metro. Andei por duas horas e meia dentro do museu. Saí cansada.
Falar nisso, hoje um senhor veio falar comigo também enquanto eu andava de volta para o hostel. Começou a falar em alemão e eu falei que não entendia e aí ele perguntou de onde eu era: falei que era brasileira e ele começou a falar um monte de cidades de Santa Catarina: Friburgo, Blumenau, blá blá blá. Conhecia bem. Aí me chamou para tomar um café. Dispensei. Muito amigão pro meu gosto. E tudo bem.
Como passei muitas horas sem comer e poucos lugares estavam abertos, recorri ao McDonald´s para almoçar. Acho que não fiz uma boa escolha. Depois fiquei com uma espécie de cólica. Dei um tempo no hostel- até cochilei - e depois fui ver a tal festa aqui do lado, que já tem três dias que rola e eu não ainda não tinha descoberto como chegava lá. Parecia ser muito legal. Mas, para ser mais legal, tinha que comer, porque tinha várias barraquinhas (parecia ao como a Cidade Junina, mas sem as bandeiras e sem a música junina). Como comer estava fora de cogitação, só dei um rolêzinho para ver o tamanho da festa e encerrei as atividades.
Ah! Esqueci de comentar que na praça em frente a Lorenzkirche teve uma manifestação de muçulmanos que eu não consegui reconhecer pela bandeira de país era. Só tirei uma foto rapidinho e vazei.
domingo, 6 de junho de 2010
Sobre sábado
05.06.10 - Dia de levantar acampamento do hotel. O valor da diária está me deixando preocupada. O serviço é bom, o quarto e a localização também, mas ficar imaginando que eu posso ficar meio comprometida porque tive um "capricho" não vira. Ontem, nas andanças, achei o hostel, um dos indicados pela Michele (que continua no acampamento). É perto do hotel, mas tem uma ladeirinha que vai me dar trabalho na hora de trazer a mala. Fiz tudo o que tinha pra fazer e fiz o check-out no horário. Aí vim ladeira a cima. Uma senhora de cabelos todo branquinho e uma espécie de andador/ carrinho veio falar comigo em alemão. Eu falei pra ela que não entendia o que ela dizia e ela me disse que o inglês dela não era lá essas coisas. Falei que empatou então. Ela insistia em falar e apontar para a mala e para ladeira, e eu, achando muito estranho, perguntei se ela queria me ajudar (?!). Ela balançou a cabeça e começou a fazer muque com os bracinhos e começou a rir. Eu balancei a cabeça concordando e demos muita risada. E é assim, ao parece, que os alemães se relacionam com as pessoas. Nada de frieza e grosseiria.
Fiz o check-in no hostel e fui encontrar as meninas. O dia foi de indefinições. Michele ia resolver pendengas do passado e as meninas voltaram para o acampamento mais cedo por causa de algum show. Dá-lhe dar rolê de novo, mas foi bom. Pelo menos eu agora tenho uma noção melhor dos lugares e do próprio mapa. Tentei ir ao Museu de História Natural, mas parece que hoje é o único dia que está fechado. Fui em algumas lojas também. Tem uma C&A que não é muito diferente das do Brasil. As lojas que vendem perfumes deixam tudo exposto e com desmonstradores. Vi várias pessoas se perfumando. Ninguém implica que eu estou de mochila. Cachorros entrem em hotel (tinha um no que eu estava hospedada), em lojas. Não tem proibição de nada.
Descobri o esquema da água também. A maioria das águas engarradas é com gás. Na rua perto da loja do telefone celular, tem um bebedouro. Ah, imagina se eu não ia ficar enchendo as minhas garrafas lá, de graças, já que estava um calor de 30 graus? Malandrona, né? Só que com á água vem a vontade de fazer xixi e aí foi-se embora 1,50 euro em banheiro. Fazer o que, né?
No almoço, experimentei as salsichas de Nurembergue, as que o livro "Guia do Viajante Independente na Europa" falou que eram típicas e gostosas. E são mesmo. Mas não são de porco? Sim, são. E você comeu? Sim, comi. Eram tão leves que pareciam de frango. Não senti nada de pesado ou congestionando as coisas. Bem gostoso, vale o investimento de 2,20 euros.
À noite, depois de jantar, vim para o hostel, conhecer as minhas novas instalações. Não são de todo ruim, mas esse lance de banheiro "coletivo" é meio estranho. O chuveiro é igual de academia. Bem chato. Mas o valor da diária me deixa mais sossegada.
Bom, por enquanto é isso. As fotos estão no Flickr e, por favor, vejam ao contrário. A primeira foto é a última. Odeio o Flickr.
Fiz o check-in no hostel e fui encontrar as meninas. O dia foi de indefinições. Michele ia resolver pendengas do passado e as meninas voltaram para o acampamento mais cedo por causa de algum show. Dá-lhe dar rolê de novo, mas foi bom. Pelo menos eu agora tenho uma noção melhor dos lugares e do próprio mapa. Tentei ir ao Museu de História Natural, mas parece que hoje é o único dia que está fechado. Fui em algumas lojas também. Tem uma C&A que não é muito diferente das do Brasil. As lojas que vendem perfumes deixam tudo exposto e com desmonstradores. Vi várias pessoas se perfumando. Ninguém implica que eu estou de mochila. Cachorros entrem em hotel (tinha um no que eu estava hospedada), em lojas. Não tem proibição de nada.
Descobri o esquema da água também. A maioria das águas engarradas é com gás. Na rua perto da loja do telefone celular, tem um bebedouro. Ah, imagina se eu não ia ficar enchendo as minhas garrafas lá, de graças, já que estava um calor de 30 graus? Malandrona, né? Só que com á água vem a vontade de fazer xixi e aí foi-se embora 1,50 euro em banheiro. Fazer o que, né?
No almoço, experimentei as salsichas de Nurembergue, as que o livro "Guia do Viajante Independente na Europa" falou que eram típicas e gostosas. E são mesmo. Mas não são de porco? Sim, são. E você comeu? Sim, comi. Eram tão leves que pareciam de frango. Não senti nada de pesado ou congestionando as coisas. Bem gostoso, vale o investimento de 2,20 euros.
À noite, depois de jantar, vim para o hostel, conhecer as minhas novas instalações. Não são de todo ruim, mas esse lance de banheiro "coletivo" é meio estranho. O chuveiro é igual de academia. Bem chato. Mas o valor da diária me deixa mais sossegada.
Bom, por enquanto é isso. As fotos estão no Flickr e, por favor, vejam ao contrário. A primeira foto é a última. Odeio o Flickr.
Sobre sexta-feira
04.06.10 - Nurembergue, 10h - Acabei o café da manhã e perguntei pela internet do hotel. A atendente me passou a senha e eu vim para o quarto testar. Por isso, subi o primeiro post internacional do blog. Depois saí para encontrar as meninas na próxima estação do metrô, a Hauptbahnholf, que significa estação central. É outra coisa quando você começa a entender as palavras e os caminhos. Ontem, eu estava bem mais perdida. Hoje, descansada e vendo tudo com luz do sol, entendi mais facilmente. Muita sorte ter pedido informação para pessoas que de fato puderam me ajudar: a moça da livraria, o cara que depois me disse que era morador de rua (não dá pra perceber) e o cara da sorveteria. Tudo bem que o hotel que eu estou custa três vezes mais que o hostel, mas eu achei um lugar pra ficar, confortável e seguro. Depois eu procuro um hostel.
Bom, na ida para encontrar as meninas na Hauptbahnholf, vi que a feira não era como a do Sesc, mas como uma feira livre: barracas de verduras, frutas, legumes, peixes, frios, carnes. Mas eles usam geradores e as barracas são espalhadas e não uma ao lado da outra como nas ruas de Santos. Até porque essas ficam numa praça, não tem razão de ser assim. Tudo muito bonito, mas caro também. Dá dó de ver o valor que eles pagam aqui para comer a mesma coisa que a gente paga quase um quinto menos. Ah, a feira dura até 6h da tarde e eles estão lá todos os dias. Depois vida de feirante brasileiro é que é difícil...
Em frente ao hotel, tem um monumento, o Schöner Brunen, ou, Beautiful Fountain, que, segundo a Michele (e o guia que eu peguei), um mago teria atendido o pedido de um homem que queria casar a filha depois que ele fizesse um anel que não mostrasse a solta. Assim, o monumento é uma espécie de roda dos desejos, uma coisa assim. É bem rococó, mas é bonito.
Bonitas também são as igrejas e castelos. No guia da cidade, eles falam quem "embora a cidade não tenha mil anos ainda..." Claro, é tão básico fazer mil anos, não?
Quando nos encontramos, acabamos voltando praticamente para onde eu estava. Só porque hoje eu comprei o ticket de transporte para o dia. Paga-se um valor um pouco mais alto, mas pode-se andar em qualquer transporte público. Como o deslocamento de hoje foi igual ao de ontem, acabou ficando o mesmo valor da despesa de quando comprei passagens individuais.
Pelas redondezas do hotel, fomos ver um chip para um celular. E adivinha? Comprei um smartphone da HTC que é equipado com o sistema Android, do Google. Agora estou com três celulares aqui. Ele é tão bonitinho. Reconhece redes wi-fi com a maior facilidade (!). - Naquelas, né? - Achando que tivesse na rede wi-fi do hotel, gastei os meus 20 euros de crédito falando com o Leco no GTalk. Mas não fui a única. A Michele fez a mesma coisa no acampamento do show. Até em matéria de fazer cagada nós somos parceiras.
Estava lá curtindo minha breja quando chegou um homem de uns 40, 50 anos e sentou na mesa ao lado. Falou um tempão no celular e, quando desligou, me fez duas perguntas em alemão. Fail total. Expliquei que não entendia e pedi que falasse em inglês. Começamos a conversar e ele disse que esteve no Brasil há 20 anos, em Recife, e que era um lugar bonito, mas era pena o lance de turismo sexual. Aí ele me perguntou se o dinheiro lá ainda era cruzeiro, cruzeiro real, cruzado. Achei demais. Nós, achando que todo mundo sabe que somos "o" país do "cara" e nem sabem que a gente tem a mesma moeda faz 15 anos. Eu mostrei umas notas de real que eu tinha e disse que aquela era a moeda há 15 anos, na verdade, 16. E ele me mostrou que as moedas em euro, embora iguais, tem no verso uma coisa que lembra o país de origem delas: da Itália, tem aquele homem do Leonardo Da Vinci, a da Alemanha tem o Parlamento Alemão (acho), a da Holanda tem outra coisa que eu não sei o que é. Achei muito interessante. Depois ele foi embora, mas ficamos quase uma hora conversando.Não sei se é porque Nurembergue é uma cidade turística ou se as pessoas aqui são assim mesmo, gentis e gostam de conversar. Só sei que essa história de povo frio não tá com nada.
Nesse dia, fiz muitas fotos. Estão todas no Flickr. www.flickr.com/brabuleta
Bom, na ida para encontrar as meninas na Hauptbahnholf, vi que a feira não era como a do Sesc, mas como uma feira livre: barracas de verduras, frutas, legumes, peixes, frios, carnes. Mas eles usam geradores e as barracas são espalhadas e não uma ao lado da outra como nas ruas de Santos. Até porque essas ficam numa praça, não tem razão de ser assim. Tudo muito bonito, mas caro também. Dá dó de ver o valor que eles pagam aqui para comer a mesma coisa que a gente paga quase um quinto menos. Ah, a feira dura até 6h da tarde e eles estão lá todos os dias. Depois vida de feirante brasileiro é que é difícil...
Em frente ao hotel, tem um monumento, o Schöner Brunen, ou, Beautiful Fountain, que, segundo a Michele (e o guia que eu peguei), um mago teria atendido o pedido de um homem que queria casar a filha depois que ele fizesse um anel que não mostrasse a solta. Assim, o monumento é uma espécie de roda dos desejos, uma coisa assim. É bem rococó, mas é bonito.
Bonitas também são as igrejas e castelos. No guia da cidade, eles falam quem "embora a cidade não tenha mil anos ainda..." Claro, é tão básico fazer mil anos, não?
Quando nos encontramos, acabamos voltando praticamente para onde eu estava. Só porque hoje eu comprei o ticket de transporte para o dia. Paga-se um valor um pouco mais alto, mas pode-se andar em qualquer transporte público. Como o deslocamento de hoje foi igual ao de ontem, acabou ficando o mesmo valor da despesa de quando comprei passagens individuais.
Pelas redondezas do hotel, fomos ver um chip para um celular. E adivinha? Comprei um smartphone da HTC que é equipado com o sistema Android, do Google. Agora estou com três celulares aqui. Ele é tão bonitinho. Reconhece redes wi-fi com a maior facilidade (!). - Naquelas, né? - Achando que tivesse na rede wi-fi do hotel, gastei os meus 20 euros de crédito falando com o Leco no GTalk. Mas não fui a única. A Michele fez a mesma coisa no acampamento do show. Até em matéria de fazer cagada nós somos parceiras.
Vimos muitas igrejas, monumentos e coisas interessantes. Tem uma fonte em uma praça, chamada Ehekarussel, ou Marriage-Merry-Go-Round, ou a Roda do Relacionamento. É bem mais engraçada do que qualquer piada sobre casamento que você já ouviu. As fotos estão no Flickr, mas basicamente, conta os passos de um relacionamento: o encantamento, o "enlance", de laçar mesmo, tem uma corrente no pescoço, a parte da mulher "consumir" demias e ser mais gorda que o marido, e, obviamente, o marido morrer de fome, as crianças, e o grand finale, os dois se pegando, com o homem levando a pior. Na cena da briga, tem uma espécie de dragão, salamandra, sei lá, que uma frase escrita que quer dizer mais ou menos isso: brigando pela eternidade.
Como o primeiro dia foi de muita andança e porque era sexta-feira, parei num bar com mesas na praça e tomei uma cerveja alemã. Não era muito gelada e era um pouco doce. Veio num copo de 500ml. Acho que não era de cevada. Por falar em bar, não sei se era feriado aqui também, mas me parece que eles adoram ficar no bar o dia todo. Todo tipo de restaurante ou bar com mesas na calçada, na praça, ou platz, está o dia todo cheio.
Nesse dia, fiz muitas fotos. Estão todas no Flickr. www.flickr.com/brabuleta
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