sábado, 19 de junho de 2010

Sobre quinta-feira - Ljubljana

17.06.10 - Ljubljana - Tadinhas! Imaginando que optar pelo café da manhã do ho(s)tel era uma uma boa para comer melhor e, principalmente, comer frutas, pagamos 7 euros para comer mais: croissant, geleia, manteiga, ou seja, tudo o que tem nos outros cafés. Tudo bem, valeu pelo cereal. Ficamos aguardando a nossa anfitriã, Ana, chegar para podermos fazer alguma coisa pelo resto do dia. Ela chegou e foi muito simpática e receptiva. Ela e a Michele parecem que se conhecem desde criança. Deixamos as malas na casa dela e fomos conhecer o que ainda não estava conhecido da cidade - tarefa difícil.


Primeira parada foi numa feira livre, que funciona em praça, como a de Nurembergue. Me interessei pelo meio mamão que tinha, mas o preço não valia a pena: 4 euros! Comprei duas peras por um euro e me senti um pouco em casa de novo. Frutas fazem muita falta.

Perto da feira está a subida até o castelo, que não é muito alto, mas bastante íngrime. Cheguei meio esbaforida (de novo!) lá em cima. O castelo foi uma prisão e hoje é um lugar que eles fazem eventos. É de 1500, 1600, novinho.

Depois do castelo, procuramos um lugar para almoçar. Ia chover forte também. Aliás, estamos percebendo que esta é uma tradição do clima local. Chove do nada. Parece a ilha de Lost. As meninas quiseram comer pizza de almoço e eu topei, embora não seja o tipo de refeição que me apeteça para o horário.

A pizzaria é muito simpática, parecida com aquelas moderninhas do Brasil. Ana disse que é a melhor pizza da cidade. Não comi outras, mas era boa, sim. Só que nada comparável às do Brasil. A mudança na vida da Ana em relação às pizzas fomos nós que apresentamos: colocar azeite. Ela nunca tinha experimentado. No máximo, eles colocam catchup (eca!). Ela pirou com o upgrade que deu na pizza. Colocava um monte de uma vez.

Depois fomos para um café. Para surpresa nossa, um dos tipos de café chamava "Brasilija Santos Cordovado". Claro que pedimos. E tem gosto de café como de qualquer lugar, hehe.

Andamos mais um pouco pela cidade e voltamos para casa da Ana. É muito fácil andar em Ljubljana. Só que sempre tenha um guarda-chuva por perto.
 
Subo fotos mais tarde. Já subi as fotos. Estão em www.picasaweb.google.com.br/thalita

quinta-feira, 17 de junho de 2010

sobre quarta-feira - Ljubljana

16.06.10 - Ljubljana - Dia de vazar da Áustria, de Viena e de toda essa chatice que tem por aqui. O trem partiu cedo, às 8h03, precisamente, para alívio destas duas viajantes. A Thaís foi mais feliz e partiu para Zurique, Suíca, na noite anterior para o seu 7376575994732.º festival na Europa.


Em seis horas de viagem, vimos muitas paisagens bucólicas, muitas vaquinhas, rios, cachoeiras, casinhas e todo tipo de coisas que lembram o interior de Brasil ou o vale do Ribeira. O trem ia muito lentamente. Dormi e acordei várias vezes.

Às 14h06 - adoro a precisão de horário europeia - chegamos a chuvosa Ljubljana, capital da Eslovênia, e não entendemos bulhufas do que estava escrito. Tudo bratjvalalovk ou algo do tipo. Mas a hospitalidade aqui, sem qualquer chance de comparação com a de Viena - nos ajudou e nos levou ao centro de informações turísticas. De cara já conhecemos dois brasileiros, sim! na Eslovênia!!, mas eles estavam totalmente de passagem. Por causa da chuva, resolvemos pegar um táxi. A princípio, o taxista estava um pouco mal humorado. Pudera, não entendia o que a gente falava - em inglês -, também não falava alemão. Só eslovêno (será que é assim o nome do idioma?). O hostel não ficava muito longe. Aliás, nada fica muito longe em Ljubljana. O primeiro hostel estava lotado e então fomos procurar o que a atendente nos indicou. No meio do caminho, achamos outro e resolvemos ficar nele. Com proposta de ser hostel, ele é praticamente um hotel três estrelas: banheiro no quarto, camas macias, tevê, toalhas, pelo mesmo preço de hostel. Ficamos tão felizes!

Fizemos o check-in e saímos para procurar alguma coisa para comer. Só nessa procura, conhecemos boa parte da cidade. Ela é muito pequena mesmo. Mas é muito simpática. Não tem aquele glamour das construções da Alemanha e da Áustria, mas tem ruelas e casinhas bem charmosas. Almoçamos num restaurante em que o cardápio chamava Hijo de Puta. Tava quase chamando o garçom assim, mas ele era gente boa. A chuva acalmou e andamos bastante. Amanhã vamos ter uma guia local, a Ana, eslovena, que vai nos hospedar e nos levar para conhecer melhor a cidade. O clima aqui, a simpatia das pessoas e a receptividade já mudaram para bom o astral da viagem de novo. Hvala*, Eslovênia!

PS: Mais tarde subirei fotos em www.picasaweb.google.com/thalita


*Obrigada

quarta-feira, 16 de junho de 2010

sobre terça-feira

15.06.10 - Viena - A tentativa foi feita, mas é o fim da linha para Viena no nosso passeio. Ontem já tínhamos conseguido comprar as passagens para Ljubjlana (se fala Liubiliana), na Eslovênia,  e só vamos para lá quarta-feira. Hoje "cedo", vimos passagens da Croácia de volta para a Alemanha no dia 25. Comprando com antecedência é melhor.
Na tentativa de fazer da estada em Viena um pouco mais agradável, fomos ao Museu do Freud e... outra decepção. O lugar é interessante para quem estuda psicologia ou conhece muito da vida de Freud (ok, todo museu é assim), mas este se fosse "mostra" do Freud seria melhor. Visitamos as salas, tinha o divã, que devia ser muito incômodo porque todo de madeira, e umas fotos, uns objetos pessoais, tudo bem escasso. Fomos procurar o Castelo de Belvedere. Mas a fome apertou. Paramos num asian fast-food e nos esbaldamos. Eu me esbaldei. Comi arroz frito com pato (!) (sinto cheiro de protestos) e tava muito bom. Depois do prataço, quem tinha vontade de andar? Acabamos desistindo e voltando para o hostel. A chuva começou a cair, a temperatura também e acabou qualquer empatia com a cidade.
Todos os cafés e alguns restaurantes transmitiam os jogos da Copa, mas poucas pessoas se mostram empolgadas. Uma coisa que reparamos é que quase não bebem cerveja. Vai ver que é isso.
Qualquer convite para voltar a Viena eu passo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Áustria

15.06.10 - Viena - Cheguei em Viena 6h da manhã de segunda-feira. Passei a noite viajando de trem e achei a coisa mais estranha do mundo. Primeiro que o espaço é minúsculo. Depois, a cabine estava lotada, no limite de seis pessoas. Minha sorte foi ter ficado na cama do meio, nem muito no alto, nem  muito baixo. A minha mala era grande demais para o trem e a cabine. Com as pessoas arrumando lençol e coberta, esperei todo mundo se ajeitar e depois arrumei a minha. Uma das meninas da cabine disse que mala poderia ficar no corredor. Ainda na espera, passou a inspeção da polícia. Encanaram num cara da cabine. Puxei meu passaporte, mas o policial nem quis ver.
O ponto final do trem era em Budapeste e eu, sem saber como funcionava o esquema para descer, fiquei com medo de perder o ponto e acordei de tempos em tempos. Pra piorar, a fiscal do trem bateu na porta e começou a dar uma bronca na menina que tinha dito que a minha mala podia ficar no corredor até que ela falou que não era dela. Puseram a mala pra dentro e, aí sim, a cabine ficou intrasitável. A menina deve ter me xingado muito. Bom que foi em alemão e eu não sei o que ela quis dizer. O clima hospitaleiro da Alemanha não estava no trem. Depois entendi por quê.
Na Áustria, encontrei muito facilmente o hostel que as meninas reservaram. O check-in era a partir de 7h30, mas a mulher me deixou entrar e usar a internet. Depois de uns 40 minutos, as meninas me encontraram. Depois de instaladas e prontas, fomos dar uma volta em Viena. Infelizmente segunda-feira é um dia meio complicado para lugares com visitação paga, tipo museu e castelo. É neste dia que tudo fecha. Ficamos andando por praças, igrejas e ruas.
Visitamos a Igreja do Saint Stephan, o padroeiro. A igreja é muito bonita e estava tendo missa. O problema é que vários lugares - em Nurembergue e em Munique também - estão em reforma. A temporada de verão vai começar em julho e eles devem estar aproveitando o calor de junho para fazer as reformas. Resultado: as fotos dos lugares mostram andaimes também.
Uma parte bonita era a perto da prefeitura e do parlamento, com um jardim e umas roseiras muito grandes. Mas era um jardim, né? E, meeeeu, sou de Santos, tá ligado? Jardim é lá mesmo.
Nas andanças e na procura por serviços - restaurante, sorvete, informação e lojas - percebemos o tratamento esnobe dos austríacos. As pessoas esbarram, puxam - me puxaram pela moc hila para eu sair da frente e a pessoa conseguir passar para pegar o metrô - e não pedem desculpas. Não são simpáticas e não fazem questão de ser. Da recepcionista do hostel ao cara do setor de informações, não se salvou um só. Isso tudo deu uma enorme má impressão da cidade. A falta de atrativos - ok, hoje é segunda-feira - não ajudou, mas Nurembergue também não tinha tantas coisas assim e era bem mais agradável. Estamos desapontadas. Como disse a Thais, o que esperar de um lugar em que o principal atrativo é ver ópera?
Para o segundo dia de Viena, vamos ver se conseguimos ir a lugares legais, ou pelo menos onde o guia aponta ser uma atração. Mas o filme da cidade está queimado.

PS: Os caras fantasiados são vendedores de ingressos para a ópera. São mais chatos que vendedor de cartão de loja de departamento. Mais fotos em www.picasaweb.google.com/thalita