15.06.10 - Viena - Cheguei em Viena 6h da manhã de segunda-feira. Passei a noite viajando de trem e achei a coisa mais estranha do mundo. Primeiro que o espaço é minúsculo. Depois, a cabine estava lotada, no limite de seis pessoas. Minha sorte foi ter ficado na cama do meio, nem muito no alto, nem muito baixo. A minha mala era grande demais para o trem e a cabine. Com as pessoas arrumando lençol e coberta, esperei todo mundo se ajeitar e depois arrumei a minha. Uma das meninas da cabine disse que mala poderia ficar no corredor. Ainda na espera, passou a inspeção da polícia. Encanaram num cara da cabine. Puxei meu passaporte, mas o policial nem quis ver.
O ponto final do trem era em Budapeste e eu, sem saber como funcionava o esquema para descer, fiquei com medo de perder o ponto e acordei de tempos em tempos. Pra piorar, a fiscal do trem bateu na porta e começou a dar uma bronca na menina que tinha dito que a minha mala podia ficar no corredor até que ela falou que não era dela. Puseram a mala pra dentro e, aí sim, a cabine ficou intrasitável. A menina deve ter me xingado muito. Bom que foi em alemão e eu não sei o que ela quis dizer. O clima hospitaleiro da Alemanha não estava no trem. Depois entendi por quê.
Na Áustria, encontrei muito facilmente o hostel que as meninas reservaram. O check-in era a partir de 7h30, mas a mulher me deixou entrar e usar a internet. Depois de uns 40 minutos, as meninas me encontraram. Depois de instaladas e prontas, fomos dar uma volta em Viena. Infelizmente segunda-feira é um dia meio complicado para lugares com visitação paga, tipo museu e castelo. É neste dia que tudo fecha. Ficamos andando por praças, igrejas e ruas.
Visitamos a Igreja do Saint Stephan, o padroeiro. A igreja é muito bonita e estava tendo missa. O problema é que vários lugares - em Nurembergue e em Munique também - estão em reforma. A temporada de verão vai começar em julho e eles devem estar aproveitando o calor de junho para fazer as reformas. Resultado: as fotos dos lugares mostram andaimes também.
Uma parte bonita era a perto da prefeitura e do parlamento, com um jardim e umas roseiras muito grandes. Mas era um jardim, né? E, meeeeu, sou de Santos, tá ligado? Jardim é lá mesmo.
Nas andanças e na procura por serviços - restaurante, sorvete, informação e lojas - percebemos o tratamento esnobe dos austríacos. As pessoas esbarram, puxam - me puxaram pela moc hila para eu sair da frente e a pessoa conseguir passar para pegar o metrô - e não pedem desculpas. Não são simpáticas e não fazem questão de ser. Da recepcionista do hostel ao cara do setor de informações, não se salvou um só. Isso tudo deu uma enorme má impressão da cidade. A falta de atrativos - ok, hoje é segunda-feira - não ajudou, mas Nurembergue também não tinha tantas coisas assim e era bem mais agradável. Estamos desapontadas. Como disse a Thais, o que esperar de um lugar em que o principal atrativo é ver ópera?
Para o segundo dia de Viena, vamos ver se conseguimos ir a lugares legais, ou pelo menos onde o guia aponta ser uma atração. Mas o filme da cidade está queimado.
PS: Os caras fantasiados são vendedores de ingressos para a ópera. São mais chatos que vendedor de cartão de loja de departamento. Mais fotos em www.picasaweb.google.com/thalita