sexta-feira, 25 de junho de 2010

Turistando em Zagreb

24.06.10 - Zagreb - Se ontem foi dia de resolver pequenos problemas, hoje tiramos o dia para ser bem turistas mesmo e fazer o walking tour por conta própria, só tendo um mapa em italiano como guia. É um roteiro de 15 pontos turísticos que circundam o Centro (ou Centar) e contam um pouco da história da Croácia. Coisas como a Biblioteca Nacional, a Universidade, um monte de prédios bonitos, estátuas aos mártires e muitos jardins com flores e lavandas!
Uma das paradas mais interessantes foi no Jardim Botânico. Ele me lembrou o Orquidário de Santos, mas é um pouco menor. A entrada é de graça e todas as plantas têm placas identicando a espécie. Pausa para uma reflexão: vendo tantas espécies e as explicações sobre as plantas, comentei que não tem nada mais completo em relação a aprender coisas do que viajar. Ontem, estivemos na exposição dos corpos e vimos e revimos um monte de conhecimentos da época do colégio. Hoje, vemos a parte de botânica. Incluímos história quando passamos por uma cidade que é de 305 d.C!! e ficamos sabendo que o povo croata já existe há muito tempo e fazia parte da Iugoslávia junto com outros povos, como os eslovenos, sérvios e macedônios e, com o fim da União Soviética, os povos quiseram sua independência. Por isso, os lugares têm muita história, mas o país Croácia tem só 20 anos de existência. E temos que nos virar em diversos idiomas: inglês, aprendemos croata (hvala, doberdan, pekarna), italiano - por causa do mapa - e a Michele treina alemão (porque eu não saí do "hautbahnhof"). Ah, ainda temos a parte da física, quando descobrimos de fato que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço e, portanto, não adianta socar tudo na mala porque não vai caber de jeito nenhum, e química, quando tomamos uns vinhos e vemos as reações no organismo. Demais, né?
As flores do jardim botânico são lindas. Dá vontade de levar tudo para a casa, mas preferi só tirar foto. O passeio continuou pelos pontos turísticos durou um pouco mais de uma hora. Como duas pessoas saudáveis, fomos almoçar no vegetariano de novo. Que maravilha! Pena que amanhã não vai ser possível. É feriado na sexta na Croácia de novo e muitas coisas não abrem, inclusive o restaurante. Depois no Brasil é que é várzea com feriado, né?
Encerramos o dia nos despedindo do inhoque com espinafre e molho de trufa e muito vinho.
Sexta é dia de partir para a Alemanha de novo. Desta vez, Leipzig.

moeda dos infernos

24.06.10 - Zagreb - A moeda corrente na Croácia é a kuna e um euro vale sete kunas. Essa moeda é dos infernos porque com ela as coisas parecem baratas. Os preços sempre estão na casa das dezenas e um conversão básica sempre faz ver que um produto ou serviço é "barato" porque custa em torno de dez, doze euros, se for considerar que o preço da etiqueta é 90kn, por exemplo. Aí, nessa pequena conversão tosca, a coisa parece barata, mas se fosse em euro mesmo, eu pensaria umas quatro vezes antes de gastar. As notas são de cem, 200 e eu já vi uma de mil, mas essa eu não cheguei a sacar. Outro problema: o cartão VTM não funcionou bem aqui na Croácia, só nas máquinas de saque, que custam 2,50 euros cada um, independentemente do valor da retirada.
Com a ideia de valor na casa das dezenas por causa do real e do euro, trabalhar com kuna foi bem difícil. Não considerei ter sempre a calculadora nas mãos (alôô, tô de férias!). Outra coisa é achar que as coisas são um pouco mais em conta do que na União Europeia. Sim, são, mas é preciso usar com parcimônia, coisa que não tive. Em outras palavras, ainda tenho três cidades para conhecer e as minhas previsões de grana foram para as cucuias (ou kukunas, desculpe a piada sem graça). Contar com o cartão de crédito não é uma saída inteligente porque vai custar bem mais quando eu não estiver na Europa.
Assim, a carruagem virou a abóbora, a Cinderala virou Gata Borralheira e vai ter que vender o sapatinho porque não usou a cabeça e se iludiu com as kunas.
Ainda bem que Croácia é só até amanhã. Não vejo a hora de pensar em euros novamente, nem que seja pra ter bem pouco para gastar a cada dia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

quarta-feira, Zagreb

23.06.10 - Primeiro dia de turistas em Zagreb, traçamos algumas coisas para fazer, já que tempo vamos ter tempo de sobra. A OBB não consegue responder se podemos ou não trocar as passagens, então o jeito é ficar e conhecer tudo bem calmamente.
O hostel não oferece café da manhã e as padarias não servem café. Haja passadas até conseguir um lugar que reúna as duas coisas. Eu encontrei uma pekarna (padaria) com umas coisas bem gostosas. Comprei e saí comendo. Depois, achei o café com leite, que não me arrisco a pedir outro que não seja o Nescafé.
Depois disso, fomos resolver um problema de espaço: comprar mais uma mala para esta pessoa que escreve. O pinguim não seria suficiente, já preferi chutar o balde e comprar uma outra mala tão grande quanto a que eu trouxe. Pelo menos agora são duas mais leves para arrastar do que uma que pesava muito. Problema de espaço resolvido, fomos atrás da solução da limpeza para as roupas. Eu até que estava tranquila com isso, lavei muitas em Split, mas a Michele tava com um sacão de roupas para lavar. Achamos umas senhorinhas que parecem bem aptas para o serviço. A última parte dos problemas era devolver o carro. Como o local parecia um pouco distante no mapa, preferimos fazer isso com um certo tempo sobrando. Foi mais ou menos fácil. Mas deu certo.
À pé, fomos para o restaurante vegetariano que o guia do Cartão Zagreb indicava que tinha desconto - e que esquecemos de pedir. Ahhhhhh! Era como estar em casa! Suco de laranja natural, salada, coisas bem gostosas. Fiquei muito feliz de ter tido uma refeição um pouco mais natureba e saudável.
A primeira atividade cultural da cidade aconteceu mesmo no meio da tarde. Fomos ver aquela exposição dos corpos humanos, sabe qual é? Eu não tinha visto no Brasil quando teve. É impressionante. Achei muito interessante e várias informações são surpreendentes, como a de que boa parte da poeira na nossa casa é causada por nós mesmos porque trocamos as células da pele todos os dias. Outra é ver o pulmão de um fumante. É preto! Juro! Muito feio. Uma parte encantadora é a dos fetos. Eles fazem uma pausa explicando que todos aqueles fetos foram obtidos por aborto de gravidez mal sucedida. Com 10 semanas, o feto é um pequeno boneco que tem tudo: mãozinha, pezinho, dedinhos, costela. Incrível! Claro que por alguns momentos a exposição é horripilante porque são corpos de verdade (principalmente quanto dava para ver pelos nas pernas, ou sobrancelha ou até os pubianos), mas se pensar que é boneco, dá para encarar.
Encerramos as exposição e fizemos um pequeno passeio pelo centro, pela parte mais alta. A programação de amanhã inclui uma espécie de walking tour por conta própria.

PS: Vou tentar subir fotos, mas a conexão é muito precária. Quando voltar para a Alemanha, no sábado, as coisas vão ficar melhores e haverá fotos novas.

a viagem até Zagreb

22.06.10 - Zadar e Zagreb - Definitivamente, Zadar não chegou aos pés do que prometia. Antes tivesse ficado mais uma noite em Split, uma em Sibenik e uma breve passadinha em Zadar. O hostel não ajudou, é verdade. A sensação de ser um pulgueiro era terrível. O que nos deixou bem bravas foi o fato de o japa da recepção pedir os passaportes e ficar embaçando para devolvê-los. Fomos duas vezes tentar pegar de volta e ele não tinha feito o check-in. Depois de quase uma hora, voltamos lá e nada. Ficamos de plantão até o outro carinha mais perdido que cachorro em dia de mudança conseguir fazer os registro e devolver os passaportes. Tudo isso contou muitos pontos negativos para o hostel.
Passeamos na parte antiga da cidade, o que salvou um pouco. A cidade também tem muitos barcos e velas e um porto. Nada semelhante ao de Santos. Não existe restrição de acesso, então dá para andar na avenida e, ao lado, está o navio atracado. Uns parques e ruinas romanas também eram bem interessantes, mas, sinceramente, não queríamos mais ficar em Zadar. Até Zagreb eram mais de 300km dirigindo, não queria demorar muito.
Pegamos a estrada, desta vez pela autoban, mas não a 130km/h. As estradas ficam muito acima da planície e ventava demais. Pela rodovia, tem umas birutas e uns sinais de atenção, pedindo para reduzir a velocidade para 8okm/h por causa do vento forte. Agradeci nossas malas estarem pesadas, hehe.
Chegar a Zagreb não foi difícil. O problema era arranjar um mapa da cidade. A princípio, fomos seguindo as placas de "Centar" e beleza. Mas, ao chegar na estação central de trem - lugar em que se imagina ter um centro de informações turísticas ou um mapa ou alguém que saiba nos dar informações - vimos que não tinha nada disso. Parei o carro e vi que tinha umas placas sugerindo zona azul. Como era "rapidinho" e o carro de trás - uma mercedes - não tinha o ticket, deixei queito. A estação não tinha informações, mas o hotel devia ter. Enquanto a Michele foi lá ver tinha alguma mapa, eu voltei para o carro, preocupada com a possibilidade de dar qualquer problema com o estacionamento regulamentado.
Eis que chego perto do carro e vejo dois policiais. Pensei "tô ferrada, vou pagar multa croata!". Cheguei de mansinho, sorridente, "hello", blá, blá, blá... Perguntei pelas informações, mapas e tal e depois perguntei se tinha problema estacionar ali e tal. "Não, hoje é de graça, é feriado!". Iuhuuuu! Sabia que um derriere do tamanho do meu não era por acaso!!! Hahaha!
Bom, com as poucas informações que tínhamos, procuramos o hostel mais próximo da estação de trem, porque a mordomia do carro vai acabar no dia seguinte.  Nos instalamos no hostel que é beeeem melhor que o de Zadar, com banheiro dentro do quarto e elevador, e saímos a pé para irmos atrás de mais mapas e de um jantar também.
Ah! o jantar! Fomos a um restaurante na rua que parecia ter mais barzinhos e mais agito. Que comida boa! A Michele comeu um inhoque com espinafre e trufas de babar. Quero voltar para comer este prato. O meu estava bom, mas o dela, ai ai ai.

sobre segunda-feira (eu sei, tô atrasada!)

21.06.10 - Split, Sibenik, Zardan - As coisas são realmente surpreendentes. Imagine que acordamos em Split, no hotel maravilhoso, e estava uma baita chuva. Nossos planos de ir conhecer a Ilha de Solta tinha ido, literalmente, por água abaixo. Desanimadas, vimos que as atividades em Split também tinham se esgotado, embora a cidade fosse muito agradável. Com o check-in previsto para as 11h30, tínhamos bastante tempo para decidir o que fazer e arrematar as últimas compras (eu ainda tinha que comprar o melhor azeite do mundo, né?). Definitivamente, ficar mais uma noite naquele hotel não era viável. Custava muito caro e seria um dinheiro mal investido porque a cidade já estava toda vista.
No post de ontem, disse que o fato de sermos brasileiras tinha causado com o pessoal do hotel. Todos nos trataram muitíssimo bem. Logo no café, uma moça que não tínhamos conversado no dia anterior, nos deu "bom dia" (em português mesmo) e só confirmou se nós éramos as brasileiras. Desandou a falar que assiste a todas as novelas e até aprendeu um pouco de português. Perguntou de onde nós éramos, se assustou com a quantidade de gente que tem em São Paulo e sugeriu uns lugares para visitar perto de Split. Nos passou as indicações de ônibus, mas ainda não estávamos convencidas do que fazer.
Terminamos o café, fomos comprar o azeite e finalizar a arrumação das malas. Na recepção, estava outra moça. Ela também se empolgou com o fato de sermos brasileiras e, papo vai, papo vem, começou a perguntar nos nossos planos. Explicamos que não sabíamos o que fazer, ainda mais porque as nossas passagens para voltar para a Alemanha  - de Zagreb  para Munique e depois para Leipzig -  estão compradas com data para o dia 25, à noite. Temos todos esses dias na Croácia e estávamos sentindo que não valia a pena taaanto assim. Estamos tentando trocar, mas quando a OBB se decidir (tinha que ser empresa austríaca), já vai ser o dia de viajar.
Bom, ela veio com uma sugestão que, a princípio, me pareceu bem doida: alugar um carro e ir conhecendo as cidades que fazem a costa da Croácia até chegar em Zagreb. Cacete, eu me perco para ir de Santos para Pinheiros, em São Paulo, que dirá dirigir na Croácia!! Mas ela disse que era fácil e não sairia tão caro assim, e que ligaria na locadora de carro para levantar as informações para a gente. Por cem euros, alugamos um Aleo, da Chevrolet, um carrinho básico, mas muito ágil, com ar-condicionado, direção e quatro portas, por três dias, para ser devolvido em Zagreb, nosso destino final. Ela deixou tudo encaminhado com a mulher da locadora e quando chegamos, só apresentamos os documentos e pegamos o carro.
Por sugestão dela, marcamos alguns lugares que gostaríamos de ver. Antes, a estrada: andar na Croácia é muito fácil. Primeiro, sair da cidade também foi bem fácil. Pegamos a estrada que vai pela costa e a sensação era de estar na Rio-Santos, pela semelhança, e a autoban tem limite de 130km/h e é um tapete. Um capítulo a parte é o pedágio: passamos em um e só tínhamos que pegar um ticket. Rimos muito imaginando como seria o pagamento. Quando chegamos ao nosso destino, tivemos que apresentar o tal ticket para o carinha do pedágio que, por ali, calculou quanto deveríamos pagar. Não é demais, Ecovias e Nova Dutra?
Voltando, paramos na cidade de Trogir e tiramos umas fotos do atracadouro de barcos. Seguimos, depois, para Sibenik. Que gracinha de cidade! Certeza que é a capital da vela da Croácia. Muitos veleiros, um Centro Histórico tão bonito quanto de Split e uma curiosidade: Sibenik é uma cidade genuinamente croata. Foram os croatas que a contruíram. As outras tiveram influência romana e tudo mais. Ficamos um pouco mais de uma hora, mas deveríamos ter passado a noite ali. Infelizmente, as informações indicações nos diziam Zadar era muito mais legal e bonita e era lá que a moça do hotel tinha feito reserva no hostel para a gente. Não podíamos desperdiçar.
Mas... ledo engano. Zadar não tem metade do encanto de Split e Sibenik. Mesmo assim, já tínhamos dirigido cerca de 150km e não valia a pena voltar. Ficamos na bosta de hostel que ela nos reservou (ela não conhecia, pesquisou na internet) e já traçamos a rota para ir até Zagreb o mais rapidamente possível e sair desta espelunca.
Pena que um dia tão animal quanto este na Croácia tenha terminado nesse muquifo. Vamos ver se o rolê em Zadar durante o dia salva alguma coisa.

PS: a conexão com a internet continua precária. Quando sair do pulgueiro e encontrar uma que preste, subo fotos.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Domingo em Split

... Chegamos quase 6h da manhã em Split. O primeiro contato foi de um homem velho com cara daqueles piratas de decoração que nos ofereceu acomodação. Nos assustamos com a abordagem e fomos para um café. Aqui café bar é só para bebidas mesmo. Ou seja, café da manhã só mais tarde. Ficamos meio sem saber o o que fazer. Chegamos a pensar em desistir de conhecer Split porque a vibe do lugar não parecia muito boa. A insistência das pessoas em oferecer acomodação nos deixou, também, muito preocupadas. Fomos andando e saindo do ambiente da rodoviária e encontramos a rua principal do Centro Histórico. Ah, para piorar, o centro de informação de turista estava fechado porque era domingo.
Sentamos num banco da praça principal e ficamos esperando começar o "horário comercial" para procurarmos por conta própria um lugar para ficar. O visual da praça e dos barcos e navios atracados era muito lindo. Me dei conta de que estava em frente ao mar Adriático! Uma cor azul-esverdeado, verde-azulado, sei lá, de fazer inveja ao Litoral Norte de São Paulo ou ao Nordeste. Ficar ali esperando com aquele visual não foi das piores coisas do mundo. 
As construções da cidade são em pedras brancas e, com o sol, dá a impressão de que estamos na Grécia, embora eu nunca tenha estado lá. Conforme foi ficando mais tarde, foi aumentando o movimento na praça e resolvemos partir para a procura de um lugar. Logo na primeira esquina, encontramos um hotel (hotel mesmo), que não foi barato, mas simpatizamos muito com as pessoas e com o lugar e resolvemos ficar. Depois daquela noite horrorosa viajando no ônibus pinga-pinga, merecíamos um lugar confortável.
Depois de instaladas e prontas, saímos munidas de mapa e fomos conhecer o centro histórico de Split. É lindo. As "ruas" são pequenos espaços entre um casarão e outro e, de repente, desembocam em alguma praça. É um lugar cheio de loja, mas está tudo preservado. Depois vimos que a cidade é de 305! Algumas construções são realmente dessa data. 
Split é a primeira parada no roteiro dos cruzeiros de verão da Europa e o Splendour of the Seas era o que estava atracado lá. A cidade estava cheia de turistas, muitos italianos, espanhóis e americanos. Pedimos informação para um casal e o cara era brasileiro e a mulher, americana. Eles estavam no cruzeiro comemorando dez anos de casados. Moram na Pensilvânia.
Outra coisa bem interessante que nós reparamos é a planta que decora uns vasos: oliveira. Sim, a Croácia faz o melhor azeite do mundo e por onde passamos tem um vaso ou uma oliveira plantada. Outra especialidade é a plantação de lavandas. Tem ramos plantados no jardim da praça principal e toda as barraquinha de "feirinha hippie" vendem sachês com as folhas e flores de lavanda. Uma delícia!
A chuva tomou o lugar do sol maravilhoso e, por isso, paramos para almoçar (no horário). Depois voltamos para o hotel e fomos descansar. Estávamos tão esgotadas da viagem que passear por Split cansadas era pedir para o programa ser uma porcaria. Não queríamos isso. 

Quando acordamos, o sol já tinha voltado. A cidade ficou linda de novo. Andamos mais e fomos às compras. A Croácia é uma país em que as coisas são bem baratas. Comprei sachês de lavanda, "pashminas", souvenirs, enfim, engordamos a mala mais um pouco. 
À noite, assistimos um pouco do jogo do Brasil no hotel (aliás, sermos do Brasil causou "a" sensação no hotel. Explico por que no próximo post) e fomos a 20 passos - é sério - pela vielas comer pizza. Eu aproveitei e experimentei o vinho da Croácia e achei muito bom. Não sei dizer o nome porque pedi taça. 
Para segunda-feira, estamos planejando ir conhecer a Ilha de Solta (se fala xolta), que dizem ser maravilhosa. Mas o tempo precisa ajudar.

PS: A conexão onde estou agora é muito ruim. Assim que conseguir uma melhor, subirei as fotos.

último dia em Ljubljana

19.06.10 - Ljubljana - Último dia por aqui. Tudo em ritmo lento para nos despedir. Na verdade, fomos às compras. Primeiro, as passagens para Split esta noite. Depois, comprei um lenço que tem pequenas bolinhas nas pontas. Deve ser moda por aqui, vi várias mulheres usando. Comprei uma xícara de Ljubljana, que significa algo como "amoroso". Na xícara, está escrito "Ljubljana with love", muito simpática. Já tinha comprado cartões postais antes e gostei das bolsas de pano, mas achei muito caro. E te outro problema: a mala vai ficando cada vez mais pesada. Logo, logo, o pinguim vai ter que andar nas próprias rodas, o que vai dificultar a minha vida.
Durante as compras, paramos para almoçar e depois, tentamos tomar aquele café que vem de Santos, mas estava fechado.
Terminamos de arrumar as malas, nos despedimos da Ana, que agora nos deve uma visita no Brasil, e pegamos o buso rumo a Split, Croácia. Ah, só lembrando, a Croácia não faz parte da Uniao Europeia. Lá o dinheiro é kuna, e sete kunas valem um euro.
Mesmo com toda a minha experiência em viajar de ônibus, esta não foi uma viagem confortável. Para começar, os motoristas não paravam de falar e até perto de 10h da noite não tinham apagado a luz do ônibus. Os bancos não são nada confortáveis para quase dez horas de viagem.
Perto das 11h da noite, comecei a cochilar, mas era bem difícil manter o sono e a posição para dormir. Para piorar, subiu o Didi Mocó - um passageiro igual a ele - no busão e falava alto com os motoristas sobre a Copa. Eu sei porque já estou entendendo croata, hehehe. Brincadeira. Ele falava vários países que estão jogando a Copa, logo...

domingo, 20 de junho de 2010

top five - refeições

1. macarrão com atum - Munique (valeu, Guilherme! O alemão servindo fez tooooda a diferença)
2. arroz frito com pato - no china de Viena
3. pene ao pesto - Nurembergue
4. prato mexicano na Eslovênia
5. salsichas de Nurembergue

top five - sorvetes

Até agora:

1. "Australian" - Nurembergue
2. Sorveteria de Bled
3. Sorveterias de Nurembergue
4. Sorveterias de Munique
5. Sorveterias da Eslovênia

* Sorveterias da Áustria não classificaram porque zeraram no quesito "simpatia".

sexta-feira - Bled

18.06.10 - Bled - O passeio de hoje foi até Bled, cidade turística que fica a uns 50km de Ljubljana. É lá que tem o lago. Saímos meio tarde de casa porque acordamos tarde e ficamos conversando. Uma amiga da Ana passou para pegar os bolos que as duas fizeram - Michele e Ana - para uma espécie de festa, festival, sei lá. Infelizmente eu não posso colaborar com os bolos. Ana é vegan, não come e não tem nada de origem animal em casa. Eu só conheço receita de bolo que vai ovo, leite, manteiga...
A rodoviária é do lado da estação de trem. Já tínhamos os horários dos ônibus e compramos os tickets quase na hora da saída. Só deu tempo de passar no McDonald´s e comprar uns nuggets para ir comendo na viagem. Foi o que salvou.
Chegamos a Bled umas 14h30 e também não foi difícil achar o lago. É muito bonito. Pegamos uma barquinha sem perguntar o preço. Por 12 euros, o gordinho te leva à ilha onde tem uma igreja em que acontecem vários casamentos. Aliás, igrejas. Porque tem mais de uma. Vimos um pessoal com roupas de festa indo um pouco mais longe que nós de barquinhas.
A igreja é pequena, mas muito charmosa. O conjunto todo torna a paisagem parecida com aqueles quadros bucólicos. E ainda tem patos! Muito legal. Os barqueiros dão meia hora para visitar a igreja e a ilhota. Tá mais do que bom de tempo. Cumprimos nosso tempo lá e voltamos para pegar a barca de volta. As nuvens estavam ficando escuras, depois de um belo sol que estava fazendo, e a chuva da ilha de Lost se anunciava. O barqueiro, desta vez, era bem mais simpático e, para ajudar, pegamos um grupo de italianos de Padova - eles falam o dialeto chamado Veneto. Eles falam o tempo todo. É incrível! O barqueiro perguntou de onde éramos e quando falamos  "Brasil" os italianos "oh, Brasil", "oh, Brasil" e se assanharam todos para conversar e parlar, parlar e parlar.
Mal chegamos a terra e ouvimos a comemoração primeiro gol da Eslovênia. Comemoração como se faz no Brasil, sabe? Gritos, cornetas, cantoria. Demais. Fomos atrás da torta tradicional da cidade. Eu passei porque era muito creme e chantili para mim. Pedi uma com nozes e maçã e era muito boa, mas começou a me enjoar. Precisava muito comer comida!!
Voltamos de Bled no último ônibus que ia para Ljubljana. A ideia era pegar nossas coisas e seguir, de madrugada, para Split, na Croácia. Mas não tínhamos comido e ia ficar muito corrido. Resolvemos passar mais uma noite em Ljubljana.
Para jantar, fomos a um restaurante mexicano que estava cheio de pessoas curtindo a sexta-feira e comemorando a quase vitória da Eslovênia contra os EUA. Foi interessante porque vimos vários "shots" de tequila passando. A cada rodada, mais comemoração. Engraçadão.
Para finalizar, fomos ver o jogo Inglaterra e Argélia. Não deu nada, mas eu acho que eles são contra a Inglaterra. Quando apareceu o técnico inglês depois do jogo de cabeça baixa, eles comemoraram. Acho que a Inglaterra é os EUA deles aqui.


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