quinta-feira, 24 de junho de 2010

sobre segunda-feira (eu sei, tô atrasada!)

21.06.10 - Split, Sibenik, Zardan - As coisas são realmente surpreendentes. Imagine que acordamos em Split, no hotel maravilhoso, e estava uma baita chuva. Nossos planos de ir conhecer a Ilha de Solta tinha ido, literalmente, por água abaixo. Desanimadas, vimos que as atividades em Split também tinham se esgotado, embora a cidade fosse muito agradável. Com o check-in previsto para as 11h30, tínhamos bastante tempo para decidir o que fazer e arrematar as últimas compras (eu ainda tinha que comprar o melhor azeite do mundo, né?). Definitivamente, ficar mais uma noite naquele hotel não era viável. Custava muito caro e seria um dinheiro mal investido porque a cidade já estava toda vista.
No post de ontem, disse que o fato de sermos brasileiras tinha causado com o pessoal do hotel. Todos nos trataram muitíssimo bem. Logo no café, uma moça que não tínhamos conversado no dia anterior, nos deu "bom dia" (em português mesmo) e só confirmou se nós éramos as brasileiras. Desandou a falar que assiste a todas as novelas e até aprendeu um pouco de português. Perguntou de onde nós éramos, se assustou com a quantidade de gente que tem em São Paulo e sugeriu uns lugares para visitar perto de Split. Nos passou as indicações de ônibus, mas ainda não estávamos convencidas do que fazer.
Terminamos o café, fomos comprar o azeite e finalizar a arrumação das malas. Na recepção, estava outra moça. Ela também se empolgou com o fato de sermos brasileiras e, papo vai, papo vem, começou a perguntar nos nossos planos. Explicamos que não sabíamos o que fazer, ainda mais porque as nossas passagens para voltar para a Alemanha  - de Zagreb  para Munique e depois para Leipzig -  estão compradas com data para o dia 25, à noite. Temos todos esses dias na Croácia e estávamos sentindo que não valia a pena taaanto assim. Estamos tentando trocar, mas quando a OBB se decidir (tinha que ser empresa austríaca), já vai ser o dia de viajar.
Bom, ela veio com uma sugestão que, a princípio, me pareceu bem doida: alugar um carro e ir conhecendo as cidades que fazem a costa da Croácia até chegar em Zagreb. Cacete, eu me perco para ir de Santos para Pinheiros, em São Paulo, que dirá dirigir na Croácia!! Mas ela disse que era fácil e não sairia tão caro assim, e que ligaria na locadora de carro para levantar as informações para a gente. Por cem euros, alugamos um Aleo, da Chevrolet, um carrinho básico, mas muito ágil, com ar-condicionado, direção e quatro portas, por três dias, para ser devolvido em Zagreb, nosso destino final. Ela deixou tudo encaminhado com a mulher da locadora e quando chegamos, só apresentamos os documentos e pegamos o carro.
Por sugestão dela, marcamos alguns lugares que gostaríamos de ver. Antes, a estrada: andar na Croácia é muito fácil. Primeiro, sair da cidade também foi bem fácil. Pegamos a estrada que vai pela costa e a sensação era de estar na Rio-Santos, pela semelhança, e a autoban tem limite de 130km/h e é um tapete. Um capítulo a parte é o pedágio: passamos em um e só tínhamos que pegar um ticket. Rimos muito imaginando como seria o pagamento. Quando chegamos ao nosso destino, tivemos que apresentar o tal ticket para o carinha do pedágio que, por ali, calculou quanto deveríamos pagar. Não é demais, Ecovias e Nova Dutra?
Voltando, paramos na cidade de Trogir e tiramos umas fotos do atracadouro de barcos. Seguimos, depois, para Sibenik. Que gracinha de cidade! Certeza que é a capital da vela da Croácia. Muitos veleiros, um Centro Histórico tão bonito quanto de Split e uma curiosidade: Sibenik é uma cidade genuinamente croata. Foram os croatas que a contruíram. As outras tiveram influência romana e tudo mais. Ficamos um pouco mais de uma hora, mas deveríamos ter passado a noite ali. Infelizmente, as informações indicações nos diziam Zadar era muito mais legal e bonita e era lá que a moça do hotel tinha feito reserva no hostel para a gente. Não podíamos desperdiçar.
Mas... ledo engano. Zadar não tem metade do encanto de Split e Sibenik. Mesmo assim, já tínhamos dirigido cerca de 150km e não valia a pena voltar. Ficamos na bosta de hostel que ela nos reservou (ela não conhecia, pesquisou na internet) e já traçamos a rota para ir até Zagreb o mais rapidamente possível e sair desta espelunca.
Pena que um dia tão animal quanto este na Croácia tenha terminado nesse muquifo. Vamos ver se o rolê em Zadar durante o dia salva alguma coisa.

PS: a conexão com a internet continua precária. Quando sair do pulgueiro e encontrar uma que preste, subo fotos.

Um comentário:

  1. Nossa que legal a ideia do carro, muito bom para aproveitar o tempo.Nossa virou uma mania ler esse blog...
    beijos
    Cris

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