segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hallo, Berlim!

01.07.10 - Berlim - Ah, com internet a vida fica mais fácil (estou escrevendo isso depois de três dias tentando acessar, por isso o blog está desatualizado).
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Bom, hoje é dia de mudar de cidade. Vamos deixar Talschen e ir para Berlim. O destino marca duas coisas boas para mim: a pimeira é que todo mundo que eu conheço falou que lá é muito bom; a segunda é que Berlim marca o quase final da viagem, o que, para mim, soa como música. Férias são uma delícia, viajar é muito bom, a Europa é show de bola, mas nada como a casinha da gente, o espaço da gente, enfim, tudo da gente. Até um "nóis vai, nóis volta" errado mesmo me faz vibrar porque é português e não rahshahhraharahaghof.
Antes de irmos embora, passamos em Erfurt, que é uma cidadezinha perto de Talschen, mas bem grandinha e bem resolvida. Fomos lá ver mais igrejas, prédios bonitos e ruas e paisagens bucólicas. Tinha uma torre que a promessa era a melhor vista da cidade. Mas eu estava enxergando muito bem ali do chão, sabe? Com o calor que estava fazendo, vontade zero de subir 237474993 degraus para ver a melhor vista.
Almoçamos em um restaurante italiano em que trabalham pessoas de 16 diferentes países. Tinha de tudo mesmo, até iraquiano. Saímos de lá rumo à estação de trem para comprar os bilhetes e zarpar. Tínhamos exatos 9 minutos para fazer isso.
Depois da correria, pegamos o trem e a viagem até Berlim durou um pouco mais de 2h30, mas estava muito difícil viajar porque o trem estava abafado e realmente muito quente por causa do sol. Verão europeu não é para iniciantes, definitivamente. Quando chegamos na estação, desembarcamos praticamente no mesmo lugar onde tem o metrô. Só precisamos comprar o bilhete da semana por 26 euros - parece caro, mas quando você pensa que é para usar por uma semana em todo o tipo de transporte e por quantas vezes por dia quiser, vê que vale muito a pena comprar.
Chegamos até a estação em que a nossa anfitriã estava, a Eva (se fala Êfa, aqui "v" tem som de "f"), amiga da Michele. De lá, fomos para a casa dela, que é perto de uma estação, mas não perto o suficiente quando se carrega três malas. E ela também não mora no andar ideal (o térreo), mas no quinto e não tem elevador. Ok, é uma lugar com cara de casa para ficar, menos mau.
Demos uma pequena volta e fomos comprar coisas para o jantar. O supermercado aqui é gigantesco. Existem um zilhão de marcas e tipos diferentes de casa produto. Só no cereal fiquei olhando uns cinco minutos até me decidir.
Em casa, jantamos e jogamos conversa fora. Quer dizer, mais elas do que eu. Porque eu estava tentar conectar a internet, mas a Eva tem uma senha que é simplesmente impossível de copiar.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Itariri da Alemanha

29.06.10 - Estamos hospedadas numa casa tipicamente alemã da parte ocidental. A arquitetura aqui é uma coisa meio estranha. Por fora, a casa é como outra qualquer. Assim que entramos, tem um hall, uma sala que era um escritório (e que ao lado fica a área de serviço) e uma escada. No segundo andar, temos duas salas: uma de estar, uma de tv, a cozinha e o banheiro (com tudo dentro). A estranheza é que as coisas não são interligadas. Eu diria que a cozinha é um quarto que foi adaptado, pela localização e pela maneira que ela está montada. É esquisito. Tem ainda um terceiro andar que deve ser um ou dois quartos, eu não sei porque não subi além do segundo.
Um problema para mim é que os moradores não falam inglês e eu não entendo nada de alemão. Me sinto meio muda, tenho que fazer mímicas, mas a parte mais bizarra ainda estava por vir. Chegamos pouco depois da uma da tarde e tínhamos um almoço nos esperando: uma couve-flor fervida sem qualquer tempero, batatas cozidas, champignon souté e umas salsichas de tofu fritas (um dos moradores não come nada que tenha origem animal). Para incrementar a couve-flor, a Heika (fala-se Raica) fez um "molho" com um pouco da água da couve-flor, farinha, açúcar e uma outra coisa lá. A ideia era ser agridoce, mas conseguiu se parecer com um leite desnatado levemente adocicado.
Éééé, e você aí reclamando do seu almoço, né?
Depois do almoço, fomos fazer uma coisa que eu achei bem legal (sério, não é zueira): fomos conhecer onde a Heika trabalhou (agora ela é aposentada), uma escola de 1ª série ao 10.º anos (sei lá, os alunos mais velhos têm 16 anos). Eles estão em férias de verão e o próximo ano letivo começa em agosto. As salas são grandes e deve caber uns 20, 25 alunos. São salas específicas da disciplina. A de Biologia tem material como esqueleto, cartaz com os tipos de bichos, estrutura óssea, enfim, biologia... Todas as salas têm um lavatório perto da porta de entrada e os alunos sentam em carteiras que acomodam duas pessoas. Do lado de fora, tem porta mochilas e casacos e fica tudo por lá, sem ficar espalhado nos corredores da sala de aula. Eles costumam colocar desenhos e coisas das matérias nas paredes do corredor e não tem nenhuma pichação. Ao final da aula, os alunos recolhem o lixo da sala e colocam as cadeiras em cima das carteiras (como nos bares, é cedo que se começa, hehe).
Na parede da escada, tem quadros com a foto das turmas que se formaram junto com a professora da turma. Uma graça. Os alunos têm aulas de artes, carpintaria (tem máquinas próprias) e noções de economia e direito, além de todas outras disciplinas. É realmente muito interessante ver que as coisas são muito parecidas com as do Brasil. E dá para notar que não é o dinheiro ou o investimento que faz a diferença na escola, mas a quantidade (e qualidade) de alunos que cada sala tem e a motivação das pessoas que trabalham nela.
Voltamos para a casa e fomos jantar. A parte bizarra está aí. A Michele se ausentou um pouco e ficamos eu e a Heika numa sala, tentando conversar. A gente não podia "atrapalhar" a outra conversa que estava rolando, sabe? Então ficamos lá, num jogo de mímica e de desenho, e ela falando alemão e eu balançando a cabeça como se entendesse alguma coisa. Até que ela resolveu me mostrar as fotos da última viagem dela para São Petersburgo, na Rússia, e do cruzeiro pela Escandinávia. Aí foi legal, pelo menos tinha imagens para ver. Ficamos vendo até o final e depois ela foi amparar uma das partes da outra conversa. Aí eu resolvi falar português com alguém e liguei pra casa, no Skype. Minha mãe atendeu e a Heika voltou. Ela viu e perguntou se era a minha mãe. Falei que sim e ela já foi pra frente do computador dar "oi" e desandar a falar alemão. Haha, muito simpática, mas ninguém se entendia por ali. Aí rolou um boa noite em português, que eu ensinei rapidinho, e ela foi dormir. Eu também.

* Itariri é a primeira cidade do Vale do Ribeira onde meu avô tem um sítio. Ela é mundialmente conhecida pela maior concentração de banana, japonês e cachorro por metro quadrado que se tem notícia até hoje. Há dois anos, ficou famosa porque encontraram pedras preciosas em alguns terrenos e começou a ter muita invasão e roubo. Este ano, teve o caixa eletrônico roubado numa ação audaciosa dos bandidos que "só" entraram com um carro no hall da Prefeitura. Teve até perseguição policial.
Teischen ainda não teve tanta urbanização assim. Está mais para Ana Dias do que para Itariri...

comunismo e capitalismo em Leipzig

28.06.10 - "Que calouuur!", como disse a Frances (o nome dela é com "e" e não "i"). Leipzig está quente e tem um clima bastante seco. Também não se pode dizer que é uma suuuuupercidade legal para se conhecer e fazer city tour e tudo mais. Assim, a programação do dia foi bem lenta, com café da manhã até perto de meio dia e saída para ver uma ou outra atração e percorrer algumas lojas - me controlei, juro!
Interessante em Leipzig é que foi a cidade que começou o movimento pelo fim do regime comunista e pela liberdade. Uma igreja do Centro foi o ponto de encontro das pessoas que, no boca a boca, juntaram milhares e organizaram manifestações grandes o suficiente para abalar o regime. A polícia ia contê-los, mas, ao mesmo tempo, não tinha muito o que fazer por dois motivos: eram pessoas que manifestavam pacificamente, apenas se reunindo nessa igreja, e porque os policiais reconhecima na multidão seus familiares e amigos. Não conseguiam "abrir fogo". A cidade também está em fase de restauração porque muita coisa se deteriorou durante os anos de comunismo e nunca teve reparos. Lição do passeio: comunismo é uma merda.
A parte capitalista do passeio foi visitar trocentas lojas de artigos para casa. A Frances tem vários potes, vasos, velas e nos atiçou. Entramos em umas quatro. Gostei de algumas coisas, como o conjunto de 24 borboletas metalizadas de pendurar na parede aleatoriamente. Lindo, mas não tenho onde colocar. No meu quarto vai ficar over.
Esta loja parece uma "Imaginarium" sem aquela vontade de ser engraçadinha/moderninha o tempo todo. Uma coisa que eu achei muito legal e gostaria de dar para a Claudia (porque eu achei a cara dela) foi uma casinha de passarinho, com um passarinho que, na base é um chaveiro e no rabo é um apito. A casinha serve de porta chaveiro. Mas, amiga, estava muito fora das minhas possibilidades. Para matar a curiosidade, eles têm site bem aqui.
Depois, fomos buscar a Havanna no kindergarten, uma espécie de escolinha pra cachorro. Havanna vai para lá quase todos os dias fica das 9h às 18h. A Frances entrega uma porção de comida da Havanna e ela passa o dia fazendo atividades que gastam muita energia. Cada dia custa 12 euros e, se o cachorro for todos os dias, sai por 10 euros. Ao meio-dia, eles têm a hora do descanso e todos os cachorros vão dormir. A escola recebe, em média, 30 cachorros por dia. Coisa de gênio.
Voltamos para casa para deixar a Havanna e saímos para comprar o jantar: um hot dog (de tofu) que disseram ser muito bom. Ele não era ruim, mas o atendimento deixou tudo bem pior. O cara estava num bad hair day daqueles. Na volta, a Michele quis comprar Malzbier. Me ofereceu, mas eu não entendia o que ela falava (nós conversamos em inglês para a Frances entender) porque ela falava malzbier com sotaque alemão (ou do jeito certo, vá lá). Quando eu entendi, eu respondi "ahhh, mousebier, não, não quero, obrigada". A Frances caiu na gargalhada "mousebeer? mouse beer??? Kkkkkkkk, a cerveja do rato". Eu casquei de rir junto porque nunca tinha passado pela minha cabeça que quando a gente coloca um "e" no MalzEbier, ele ficava com som de "mousebier", hahahahahaha, muito bom!!
Assistimos ao jogo do Brasil em casa e depois foi a vez da propaganda de um pudim da Dr Oetker. E eu "olha, doutor ótiquer!". E a Frances "como? é doctor Óutkerrrrr". Pronto, bastou pra gente ficar rindo do mousebier e do doutor ótiquer.
Uma pena a gente ir embora. A Frances é muito gente boa. Aliás, as pessoas que encontramos foram todas muito legais, exceto o alemão de Munique. Mas, contudo, todavia, entretanto, temos que continuar andando e viajando e a gente espera rever todo mundo um dia, no Brasil, quem sabe... Amanhã estamos de partida para Teishen, perto de Weimar, lá onde Judas perdeu as botas.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Senhores,

Tem fotos novas no Picasa.

Vejam lá.

piquenique no lago - Leipzig

27.06.10 - O fato de ter desligado totalmente na noite de sábado para domingo foi muito por estar bem cansada. Mas a hospitalidade de Francis e do Thomas ajudou muito. Eles cederam a cama dele para nós dormirmos e era tudo tão fofinho e gostoso...
Depois de acordar e perceber onde eu estava e tudo mais, nos arrumamos para um piquenique de café da manhã no lago em Leipzig. Engraçado que piquenique na Europa é coisa fina. No Brasil, é farofada, hahahaha! Mas foi tudo muito elegante, tinha muito comida e  muitas coisas gostosas. O ambiente do lago era muito bonito e nós escolhemos um lugar perto de uma árvore para termos sombra porque o sol que estava fazendo prometia ser bem quente - como realmente foi.
Nesse lago, é comum as pessoas levarem seus cachorros e colocá-los para nadar. O cachorro perto da gente fez isso a manhã inteira. A dona jogava uma bola e ele ia lá feliz da vida buscar e entregar para ela jogar de novo. A Francis e o Thomas têm a Havana, da raça magyar vizsla. Obviamente que ela foi para o piquenique conosco e fez muitas amizades. Ela também acabou aprendendo a nadar, mas o negócio dela era buscar pedaços de pão no lago - parece um cão que eu conheço, movido a comida.
Ficamos lá tomando sol, beliscando uns morangos superfrescos que a Francis cultiva em casa, comendo cerejas, brincando com os cachorros. O cão nadador foi embora e chegou o Whisky, um beagle muito lindo e interesseiro, haha. Só veio falar comigo depois que ganhou um teco de pão.
Depois do piquenique, fomos conhecer o monumento em homenagem à vitória em Leipzig contra Napoleão. Para visitá-lo, é preciso subir muitas escadas. Muitas mesmo. Sabe aquela academia que eu não tenho feito? Então, fez muita falta nessa hora. A vista  lá de cima é muito bonita, a cidade não tem muitos prédios altos e tem muita área verde. Ao lado do monumento, fica o campo de batalha. Por dentro, tem a história da construção, que é de 1813. Como bem disse a Michele, somos pivetes perto dos outros. O Brasil começou a ter alguma coisa civilizada depois que a Família Real Portuguesa chegou, em 1808!
O calor está absurdamente forte e a andaça pelas escadas acabou com o restante da energia. Viemos para casa para assistir ao jogo da Alemanha e depois saímos para jantar num restaurante vegetariano em que já tínhamos reserva. Eu não gostei do que pedi, mas a comida era boa. Acabou o domingo.

domingo, 27 de junho de 2010

tchau, Zagreb

25.06.10 - Dias de partida são dias looongos. O trem para Munique-Leipzig parte à noite e o check-out do hostel é às 10 da manhã, ou seja, quase 12 horas para serem preenchidas em Zagreb, que já deu o que tinha que dar faz umas 24 horas. Outro problema é que a viagem dura quase dez horas e isso signfica muitas horas sem banho. Então, diante de todas essas adversidades, preferimos ter um dia light, bem light. Para a nossa sorte, tínhamos o jogo do Brasil para ajudar a passar as horas, mas chegou um momento em que eu estava muito, muito entediada.
Deixamos as malas no locker do hostel e saímos atrás de café da manhã. Para piorar, vários lugares estavam fechados devido ao feriado, inclusive uma espécie de padaria onde tomamos café nos outros dias.
Enfim, paramos no primeiro lugar que encontramos e resolvemos o problema da primeira refeição do dia com um gordurento salgado a base de massa de croissant e queijo - eu não vou poder ver croissant ou qualquer coisa parecida por um bom tempo quando voltar. Depois, lembramos que ainda tínhamos o Zagreb card e andamos de graça no bonde funicular, que equivale a subir 30 degraus. Depois eu não entendo por que engordo!
Revimos alguns pontos históricos do segundo walking tour que faltavam e desistimos de andar debaixo do sol e do calor. Paramos para "almoçar" - o que levou muito mais minutos que o normal - e depois pegamos um traim para irmos dar uma volta e gastar mais tempo. Chegamos ao shopping da cidade, que estava aberto com todas as lojas fechadas. Apenas um café bar aberto com dois garçons entediados. Mas valeu o sofá e a internet de graça, além de ter passado maaais tempo. Perto da hora do jogo, voltamos para o Centro. Assistimos  ao jogo e paramos para a Michele jantar. Eu não tinha fome nenhuma. Aí, o tempo começou a virar e dia lindo deu lugar a ventos fortes, trovões e nuvens pesadas. Fomos correndo para o hostel pegar as malas e talvez aguardar a chuva passar. Mas ela só ensaiava cair. Então, fomos para a estação esperar o trem para irmos embora.
A espera por lá também era longa, faltava mais de uma hora para o horário da partida. Eu estava cansada e entediada, mas a perspectiva de ir embora me animava.
Embarcamos e começamos a procurar nossa cabine. Nossas malas grandes evitavam que alguém quisesse sentar com a gente. Só que os lugares no vagão foram ficando escassos até que apareceu um senhor com um cachorro, que não falava inglês, nem alemão, só croata, querendo colocar a minha mala no bagageiro de cima. Por sinais, eu falei pra ele colocar, mas quando fosse embora, que pegasse de novo. Ele entendeu e concordou e sentou lá com a gente. O cachorro não era de todo ruim, mas chorava um pouco e não parava quieto. Para animar, duas meninas croatas que nos pediram informação na estação foram sentar lá na cabine com a gente, a Milena e a Vida. Elas estavam fazendo a primeira grande aventura da vida delas, indo pegar balada na Eslovênia, em Ljubljana. Elas eram bem doidinhas, mas muito simpáticas e se animaram toda com a possibilidade de conhecer o Brasil. Contaram como foi a vida delas com a guerra e o pai de uma delas morreu em combate. Foi meio chocante ouvir que às vezes a sirene soava e eles todos iam para os abrigos e que era uma coisa comum. Enfim, elas falavam muito, estavam a mil por hora e eu tava a fim mesmo era de dormir. Não sei o que acontece, mas chega perto das 11h, meia noite, eu simplesmente apago. E no trem não foi diferente, mesmo com a luz acesa e meninas falando e falando.
Um dos momentos bizarros da viagem, além do cara com o cachorro e dessas duas, foi a inspeção da polícia croata. A policial pediu os passaportes. Depois, ficou olhando as fotos, olhando para a gente um tempão. Pediu outro tipo de documento, como RG ou as carteiras de motoristas. A minha estava bem fácil por causa do carro alugado. Aí ela perguntou o nome da mãe da Michele. Para mim, pediu algum cartão de crédito com o meu nome. Para a Michele, pediu para escrever a assinatura na hora. Depois ela encanou no fato de não termos carimbo de entrada no país e perguntou por quê. Sei lá eu, dona encrenca! Sua colega não quis carimbar e eu que pago o pato? Bom, depois de muito desconfiar, ela carimbou os passaportes e foi encher o saco de outros coitados.
Na passagem pela Eslovênia, o policial foi um pouco mais simpático e não desconfiou de nada. Na Áustria, o policial quis saber o que carregávamos nas malas. Um pinguim! Haha, brincadeira, falamos que eram nossas coisas.
Bom, somando aos policiais, tínhamos os carinhas que vêm conferir o ticket. Umas quatro vezes o ticket da viagem foi verificado e carimbado. Dormir não coisa fácil.
O trem já era bastante lento e, para piorar, ele parou numa estação e ficou por quase uma hora lá. A viagem começou a ficar incrivelemente atrasada. A previsão de chegar às 6h em Munique foi reajustada para 8h30. Ainda tínhamos que pegar o trem de Munique para Leipzig.
O trem na Alemana é bem mais rápido, íamos a 150km/h. Mesmo assim, levamos quatro horas para chegar em Leipzig. Eu estava quebrada. A Francis, amiga da Michele, nos aguardava na estação de trem e nos levou de carro para casa. Ah! como é bom voltar à Alemanha. Depois de almoçar, fomos a uma loja que é a inspiração da Tok Stok, a Ikea. É igual. Dá vontade de comprar muitas coisas, depois da minha experiência em kuna, resolvi ficar só com uma luminária muito bonitinha para colocar no meu quarto.
Voltamos para casa para um churrasco vegetariano. E foi de tirar o chapéu. O Tomas, namorado da Francis, fez uma salada de batata com pepino em conserva e rabanete que ficou sensacional. Aqui parece que é fácil ser vegetariano, eles têm muitos molhos e patês que são deliciosos. Tinha, também, queijo temperado e linguiças e hamburguer de soja.
Depois de jantar e banho, fui para os braços do Morfeu e acordei que eu nem sabia onde estava.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Turistando em Zagreb

24.06.10 - Zagreb - Se ontem foi dia de resolver pequenos problemas, hoje tiramos o dia para ser bem turistas mesmo e fazer o walking tour por conta própria, só tendo um mapa em italiano como guia. É um roteiro de 15 pontos turísticos que circundam o Centro (ou Centar) e contam um pouco da história da Croácia. Coisas como a Biblioteca Nacional, a Universidade, um monte de prédios bonitos, estátuas aos mártires e muitos jardins com flores e lavandas!
Uma das paradas mais interessantes foi no Jardim Botânico. Ele me lembrou o Orquidário de Santos, mas é um pouco menor. A entrada é de graça e todas as plantas têm placas identicando a espécie. Pausa para uma reflexão: vendo tantas espécies e as explicações sobre as plantas, comentei que não tem nada mais completo em relação a aprender coisas do que viajar. Ontem, estivemos na exposição dos corpos e vimos e revimos um monte de conhecimentos da época do colégio. Hoje, vemos a parte de botânica. Incluímos história quando passamos por uma cidade que é de 305 d.C!! e ficamos sabendo que o povo croata já existe há muito tempo e fazia parte da Iugoslávia junto com outros povos, como os eslovenos, sérvios e macedônios e, com o fim da União Soviética, os povos quiseram sua independência. Por isso, os lugares têm muita história, mas o país Croácia tem só 20 anos de existência. E temos que nos virar em diversos idiomas: inglês, aprendemos croata (hvala, doberdan, pekarna), italiano - por causa do mapa - e a Michele treina alemão (porque eu não saí do "hautbahnhof"). Ah, ainda temos a parte da física, quando descobrimos de fato que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço e, portanto, não adianta socar tudo na mala porque não vai caber de jeito nenhum, e química, quando tomamos uns vinhos e vemos as reações no organismo. Demais, né?
As flores do jardim botânico são lindas. Dá vontade de levar tudo para a casa, mas preferi só tirar foto. O passeio continuou pelos pontos turísticos durou um pouco mais de uma hora. Como duas pessoas saudáveis, fomos almoçar no vegetariano de novo. Que maravilha! Pena que amanhã não vai ser possível. É feriado na sexta na Croácia de novo e muitas coisas não abrem, inclusive o restaurante. Depois no Brasil é que é várzea com feriado, né?
Encerramos o dia nos despedindo do inhoque com espinafre e molho de trufa e muito vinho.
Sexta é dia de partir para a Alemanha de novo. Desta vez, Leipzig.