quarta-feira, 30 de junho de 2010

comunismo e capitalismo em Leipzig

28.06.10 - "Que calouuur!", como disse a Frances (o nome dela é com "e" e não "i"). Leipzig está quente e tem um clima bastante seco. Também não se pode dizer que é uma suuuuupercidade legal para se conhecer e fazer city tour e tudo mais. Assim, a programação do dia foi bem lenta, com café da manhã até perto de meio dia e saída para ver uma ou outra atração e percorrer algumas lojas - me controlei, juro!
Interessante em Leipzig é que foi a cidade que começou o movimento pelo fim do regime comunista e pela liberdade. Uma igreja do Centro foi o ponto de encontro das pessoas que, no boca a boca, juntaram milhares e organizaram manifestações grandes o suficiente para abalar o regime. A polícia ia contê-los, mas, ao mesmo tempo, não tinha muito o que fazer por dois motivos: eram pessoas que manifestavam pacificamente, apenas se reunindo nessa igreja, e porque os policiais reconhecima na multidão seus familiares e amigos. Não conseguiam "abrir fogo". A cidade também está em fase de restauração porque muita coisa se deteriorou durante os anos de comunismo e nunca teve reparos. Lição do passeio: comunismo é uma merda.
A parte capitalista do passeio foi visitar trocentas lojas de artigos para casa. A Frances tem vários potes, vasos, velas e nos atiçou. Entramos em umas quatro. Gostei de algumas coisas, como o conjunto de 24 borboletas metalizadas de pendurar na parede aleatoriamente. Lindo, mas não tenho onde colocar. No meu quarto vai ficar over.
Esta loja parece uma "Imaginarium" sem aquela vontade de ser engraçadinha/moderninha o tempo todo. Uma coisa que eu achei muito legal e gostaria de dar para a Claudia (porque eu achei a cara dela) foi uma casinha de passarinho, com um passarinho que, na base é um chaveiro e no rabo é um apito. A casinha serve de porta chaveiro. Mas, amiga, estava muito fora das minhas possibilidades. Para matar a curiosidade, eles têm site bem aqui.
Depois, fomos buscar a Havanna no kindergarten, uma espécie de escolinha pra cachorro. Havanna vai para lá quase todos os dias fica das 9h às 18h. A Frances entrega uma porção de comida da Havanna e ela passa o dia fazendo atividades que gastam muita energia. Cada dia custa 12 euros e, se o cachorro for todos os dias, sai por 10 euros. Ao meio-dia, eles têm a hora do descanso e todos os cachorros vão dormir. A escola recebe, em média, 30 cachorros por dia. Coisa de gênio.
Voltamos para casa para deixar a Havanna e saímos para comprar o jantar: um hot dog (de tofu) que disseram ser muito bom. Ele não era ruim, mas o atendimento deixou tudo bem pior. O cara estava num bad hair day daqueles. Na volta, a Michele quis comprar Malzbier. Me ofereceu, mas eu não entendia o que ela falava (nós conversamos em inglês para a Frances entender) porque ela falava malzbier com sotaque alemão (ou do jeito certo, vá lá). Quando eu entendi, eu respondi "ahhh, mousebier, não, não quero, obrigada". A Frances caiu na gargalhada "mousebeer? mouse beer??? Kkkkkkkk, a cerveja do rato". Eu casquei de rir junto porque nunca tinha passado pela minha cabeça que quando a gente coloca um "e" no MalzEbier, ele ficava com som de "mousebier", hahahahahaha, muito bom!!
Assistimos ao jogo do Brasil em casa e depois foi a vez da propaganda de um pudim da Dr Oetker. E eu "olha, doutor ótiquer!". E a Frances "como? é doctor Óutkerrrrr". Pronto, bastou pra gente ficar rindo do mousebier e do doutor ótiquer.
Uma pena a gente ir embora. A Frances é muito gente boa. Aliás, as pessoas que encontramos foram todas muito legais, exceto o alemão de Munique. Mas, contudo, todavia, entretanto, temos que continuar andando e viajando e a gente espera rever todo mundo um dia, no Brasil, quem sabe... Amanhã estamos de partida para Teishen, perto de Weimar, lá onde Judas perdeu as botas.

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