09.06.10 - Eu sabia que trazer vários Engoves não era exagero da minha parte. Santo remédio. Acordei nova. Como estamos um pouco cansadas, as meninas mais ainda porque não descansavam desde o festival em Nurembergue, deixamos para acordar um pouco mais tarde na quarta-feira. A programação de hoje é visitar o Castelo de Neuschwanstein, o mesmo que inspirou a construção do Castelo da Cinderela na Disney. Posso dizer, depois de hoje, que conheço os dois, hoho!
Bom, a primeira parada do dia é no Coffee Fellows, onde a gente toma café e sai em busca de um sanduíche ou pretzel com queijo ou manteiga para comer. O carinha do quiosque não se conforma que nós estamos passando férias na Alemanha em vez de estarmos no Brasil. Só pelas reclamações que leio sobre o frio que está fazendo aí, não fizemos escolhar melhor. Dias lindos e quentes. Hoje, mais um deles, em 29 graus.
O castelo é meio longe da cidade, aliás, nem fica em Munique. Pegamos dois trens e dois ônibus para chegar lá. Só essa mão de obra toda já deixou o castelo mais sem graça. Chegamos perto de 3h da tarde lá e, para animar, o castelo não tem um acesso fácil. Ainda tinha um morro para subir. E três opções: de charrete, de ônibus ou a pé. Adivinha qual escolhemos? A pé, claro! Gostamos de sofrer, hehe. Chegamos esbaforidas na entrada. Muitos, muitos turistas e de vários lugares: chineses (mau educados), japoneses, espanhóis, italianos, ingleses, brasileiros. Sim! além de nós, dois irmãos de São Paulo estavam lá: a Thaís e o Rafael. Ela mora em Londres e ele em São Paulo. Trocamos ideia e eles querem fazer o mesmo programa que eu amanhã: museu da BMW e Olympiapark. Trocamos telefones e skype e combinamos de ir juntos, já que as meninas vão amanhã cedo para a Áustria.
A visita ao castelo acontece por grupos divididos em horários com diferença de 5 minutos. Não entendi a lógica, já que chega na entrada e eles juntam todo mundo. E essa foi a parte chata da coisa. Muitas pessoas querendo ver o quarto do rei, a pia do rei, e simplesmente não tinha espaço. A parte "visitável" do castelo também é bem pequena. Em meia hora já estava tudo visto.
Esse rei Ludwig II era meio pirado. O sonho dele era morar num castelo com toques medievais e a tecnologia da época. Aí, o resultado é meio coisa de novo rico, sabe? Tem dinheiro para comprar as melhores coisas e não consegue se definir por um estilo, então mistura todos. Calma, eu só consigui falar isso porque o áudio em português explicou que muitas coisas não correspondiam à época dele. Mas é interessante ver a megalomania de uma pessoa que foi interdidata aos 40 anos como louco. Saiu do castelo e morreu no dia seguinte. Deve ter sido de desgosto. Uma parte que eu gostei, além da vista, claro, foi da cozinha do castelo, com as peças da época. Muito interessante. O fogão é do tamanho de uma mesa de jantar para oito pessoas. Ainda tinha uma espécie de grill e um forno. Numa sala a parte, ficava a área para lavar a louça. Tudo muito grande.
Os souvenirs eram uma graça, mas muito caros. Só comprei um cartão postal para mostrar a cara do rei, a cama dele - que é menor que a minha - e o castelo por fora.
A parte da volta para Munique é que foi meio complicada. Pelos informativos de horários, nosso trem sairia bem tarde, 22h19. Então descemos do primeiro trem "achando" que íamos esperar uma hora e vinte. Deu 15 minutos chegou outro trem e todo mundo que desceu com a gente embarcou nele. Claro, ele ia para Munique. Estávamos na plataforma errada e perdemos o trem. Acabamos pegando o das 22h19. Chegamos quase meia noite na casa do Guilherme e elas, doidas, cataram as coisas e foram para Hauptbahnhof pegar um trem para Áustria. Eu ainda não sei o que vou fazer.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
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